Os negócios de venda direta ao público, que abrangem os suplementos alimentares da Herbalife ou os cremes da Oriflame, tiveram um ímpeto no primeiro ano da pandemia, registando um crescimento de 13,9% na faturação em Portugal, em termos homólogos, para 238 milhões de euros. Impelido pela vaga de despedimentos e de estabelecimentos comerciais encerrados, o número de revendedores (empresários em nome individual que fazem a distribuição dos produtos) também aumentou: 12% entre 2019 e 2020 para 230.900.
A presidente do Instituto Português de Venda Direta (IPVD) explica que, curiosamente, os produtos de bem-estar tiveram maior procura no primeiro ano da pandemia e, como as reuniões caseiras para vendas passaram a livestreaming nas redes sociais e demonstrações online, este tipo de empresas ganhou outra projeção – o que aliás é comum em períodos de crise económica. Perante um cenário de recuperação, Gertrudes Soares antecipa um 2022 mais “desafiante” e, provavelmente, com “abrandamento”.
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