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Catarina Martins não pode seguir “lógica do Titanic: continuar à frente do barco mesmo que ele se afunde”

Segundo o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, a demissão “era o caminho que Catarina Martins deveria fazer, perante resultados muito maus”.
João Relvas/Lusa
1 Fevereiro 2022, 12h22

O sociólogo Boaventura de Sousa Santos considerou que a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, não reúne condições para continuar à frente do partido.

Segundo Boaventura de Sousa Santos a demissão “era o caminho que deveria fazer, perante resultados muito maus”. De recordar que o BE obteve 4,46% dos votos e perdeu 14 deputados. Para o especialista a demissão seria “uma atitude democrática”, face à “manifestação de vontade [dos eleitores] sobre o futuro das instituições”.

O sociólogo, que se assume como um fiel eleitor do Bloco, pediu ainda a Catarina Martins que não siga a “lógica do Titanic: continuar à frente do barco mesmo que ele se afunda”.

Na noite eleitoral Catarina Martins admitiu a derrota do partido, mas não falou em abandonar a posição que ocupa. “O resultado do Bloco de Esquerda é um mau resultado, é uma derrota e neste partido encaramos as dificuldades tal como elas são. A estratégia do Partido Socialista e de António Costa de criar uma crise artificial para ter uma maioria absoluta ao que tudo indica foi bem sucedida”, frisou Catarina Martins.

Para Catarina Martins a derrota deveu-se a “uma bipolarização que como se percebeu era falsa e criou uma enorme pressão de voto útil que penalizou os partidos à esquerda”.

 


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