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Disney+ aproxima-se dos 130 milhões de assinantes. Receitas dos parques de diversão sobem

O filme “Encanto” ajudou a Walt Disney a angariar novos assinantes e os parques em Paris e Hong Kong impulsionaram a subida das vendas neste segmento para 7,2 mil milhões de dólares.
9 Fevereiro 2022, 22h14

A Walt Disney Company superou as expectativas dos analistas no primeiro trimestre deste ano fiscal e pode agradecer aos poderes escondidos da Mirabel Madrigal e a quem não resistiu aos carrosséis da Disneyland mesmo em tempos de pandemia. As receitas globais da Walt Disney Company foram de 21,8 mil milhões de dólares (18 mil milhões de euros) e os lucros por ação chegaram a 1,06 dólares, acima das previsões de Wall Street.

A empresa de entretenimento norte-americana teve um aumento de receitas nos parques, experiências e produtos – que envolvem os parques temáticos de Paris, Orlando e Hong Kong – para os 7,2 mil milhões de dólares (6,3 mil milhões de euros), no trimestre que fechou a 1 de janeiro de 2022, o que corresponde ao dobro dos 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros) do trimestre anterior.

Os resultados operacionais dos parques de diversões fixaram-se nos 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros), o que compara em alta com os prejuízos de 100 milhões de dólares no mesmo período do ano passado. “O aumento da receita operacional nos nossos parques e resorts internacionais foi por causa do crescimento na Disneyland Paris e Hong Kong Disneyland Resort. Os resultados na Disneyland Paris deveram-se a aumentos de presenças e noites ocupadas”, explicou a Disney.

Ainda assim, o grande vencedor do primeiro trimestre do ano fiscal de 2022 da Disney foi o serviço de streaming (Disney+), cujo número de assinantes aumentou em quase 12 milhões nestes meses em análise. A plataforma de televisão tem agora um total de 129,8 milhões de subscritores em todo o mundo.

“Tivemos um início de ano fiscal muito forte, com um aumento significativo nos lucros por ação, receitas recorde e lucro operacional nos nossos parques e resorts, o lançamento de uma nova franquia com o “Encanto” e um aumento significativo no total de subscrições em todo o nosso portefólio de streaming para os 196,4 milhões, incluindo 11,8 milhões de novos assinantes do Disney+ no primeiro trimestre”, comentou o CEO da The Walt Disney Company, no relatório.

Bob Chapek considera que estes números marcam o último ano do primeiro século da The Walt Disney Company. “Um desempenho como este, a par com a nossa coleção incomparável de ativos e plataformas, capacidades criativas e um lugar único na cultura, dão-me grande confiança de que continuaremos a definir o entretenimento nos próximos 100 anos”, assegurou o diretor executivo.

No entanto, o negócio de produtos de consumo caiu 8,5%, para 1,5 mil milhões de dólares. “Os resultados mais baixos no nosso negócio de produtos de consumo devem-se ao encerramento de um número substancial de lojas de retalho da marca Disney na América do Norte e na Europa no segundo semestre do ano fiscal de 2021”, justificou a empresa fundada em 1923 na cidade de Los Angeles. Portugal foi um dos mercados impactados com estes fechos de lojas, no NorteShopping e no Centro Comercial Colombo.


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