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Goldman Sachs acredita que está para vir uma grande mudança no mercado das obrigações

Não é segredo que as obrigações têm sido imunes as preocupações com o aumento da inflação durante grande parte do ano passado de 2021. Os baixos yields que se observaram deixaram os investidores perplexos. A Goldman Sachs acredita que em breve este mercado vai sofrer uma grande mudança.
14 Fevereiro 2022, 19h41

As obrigações ficaram imunes às preocupações do aumento da inflação durante grande parte do ano de 2021. Os baixos yields que se observaram deixaram os investidores perplexos. No entanto, a Goldman Sachs acredita que em breve este mercado vai sofrer uma grande mudança.

Alguns investidores, de acordo com a “Bloomberg”, acreditam que os baixos rendimentos são um sinal sinistro para o crescimento económico futuro. Outros investidores acreditam que estes valores refletem uma mudança no mercado da dívida com uma maior proporção da dívida pública a ser comprar através da Reserva Federal (Fed) ou através de bancos insensíveis aos preços.

Os economistas no Goldman Sachs liderados por Jan Hatzius notam que, em 2021, a média de movimentos na obrigação a 10 anos da dívida da economia americana foi de apenas 24% da sua média de longo prazo.  Por outras palavras, as yields das obrigações não têm reagido muito às grandes mudanças nos dados económicos dos EUA.

O economista Hatzius disse que “embora a sensibilidade do mercado obrigacionista aos dados da inflação tenha vindo a ser acima do normal, continua a ser mais baixa do que em 2018 e apenas a um terço dos valores observados no final dos anos 70 e início dos anos 80. Estas sensibilidades inferiores ao previsto podem ser uma das razões pelas quais as condições financeiras não se intensificaram muito em resposta às surpresas da inflação e da política deste ano”. Mas a equipa do Goldman Sachs acredita que isto pode vir a mudar.

A Goldman Sachs acredita que a sensibilidade do mercado obrigacionista às surpresas de crescimento vai aumentar enquanto o mundo avança para um mercado com taxas de inflação e de juro mais altas. A equipa de Hatzius acredita que isto pode impactar as condições financeiras e o crescimento global. “

Vemos margem para uma maior sensibilidade aos dados que, por sua vez, poderia catalisar o agravamento adicional do Índice de Condições Financeiras — especialmente se a inflação se mantiver mais forte do que o esperado ou se as preocupações com o crescimento voltarem”, escreveram, conforme avança a Bloomberg.


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