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Marques Mendes acredita que Medina será o ministro das Finanças de Costa

Numa altura em que ainda não é certo quais serão os ministros de António Costa, Marques Mendes avança que deverá ser Fernando Medina o próximo titular da pasta das Finanças, sucedendo a João Leão.
20 Fevereiro 2022, 22h07

Numa altura em que ainda não é certo quais serão os ministros de António Costa, Marques Mendes avança que deverá ser Fernando Medina o próximo titular da pasta das Finanças, sucedendo a João Leão.

“É uma decisão que tem muito que se lhe diga. Politicamente é muito curiosa”, comentou ao final desta noite do domingo no seu espaço semanal de opinião, apontando razões pessoais de Costa para a escolha, que quer um ministro das Finanças “mais político e menos técnico”, com “um perfil radicalmente diferente de João Leão”.

Segundo Marques Mendes, a escolha de Medina para este Executivo somente agora faz sentido, num “um ciclo novo, um governo novo, circunstâncias novas”.

O comentador social-democrata comentou a polémica em torno do voto dos emigrantes, cuja repetição do processo vai adiar a formação do governo para abril e votação do OE para julho, com um governo que fica a “apodrecer” e o país a viver em duodécimos.

“Depois de tudo o que sucedeu, qualquer que fosse a decisão do TC nunca seria uma boa solução. Avalizar os resultados era mau. Seria fechar os olhos a uma ilegalidade. Repetir as eleições era igualmente mau. Não vai servir para nada.Primeiro: poucos emigrantes vão votar. Uns porque estão indignados. Outros porque estão desmotivados. O seu voto não conta para nada”, comentou.

Marques Mendes elogia o pedido de desculpa apresentado por Costa emigrantes por causa do que considera ser uma “vergonha nacional”: “Perante o que sucedeu, este gesto de humildade e respeito faz todo o sentido”, atribuindo a Eduardo Cabrita a maior parte da responsabilidade pelo “desastre é Eduardo Cabrita.

“Não é o único. Mas é o maior responsável. Era ele, como MAI, que tinha a responsabilidade de supervisionar o processo eleitoral. Era ele, enquanto MAI, que devia ter proposto à AR a mudança da lei eleitoral. Era ele, que devia ter feito a correcção da lei face aos graves erros que já tinham sucedido em 2019”, considerou.

Quanto ao sucessor de Ferro Rodrigues, Marques Mendes classifica a eleição de Santos Silva como “uma boa escolha”, considerando que “tem um excelente curriculum”, ” goza de enorme experiência parlamentar”, “foi um bom Ministro dos Negócios Estrangeiros”, além de poder “vir a ser um futuro candidato presidencial apoiado pelo PS”.

No que diz respeito à crise de liderança do PSD, que terá um novo líder somente em Junho ou Julho”, o comentador considera o desenrolar da situação legítima, mas “muito surreal”, dado que “tem consequências políticas que não são benéficas para ninguém”.
Marques Mendes questiona se, dado que o novo líder será escolhido somente em junho e o debate do próximo OE seja feito com o líder que está de saída, “faz algum sentido que o primeiro grande confronto entre Governo e oposição seja com o líder cessante quando podia ser feito com o novo líder”.


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