Conor McGregor, uma das maiores estrelas da UFC na última década, fez uma publicação no Twitter onde revela a intenção de “explorar” a oportunidade de adquirir o Chelsea FC, após o atual dono, Roman Abramovich ter confirmado que vai mesmo vender o clube londrino, por recear que as sanções económicas contra si continuem a aumentar, segundo o portal “TalkSport”
O proprietário dos “Blues” confirmou a decisão de vender o clube para protegê-lo das consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia, sinalizando o fim de um período marcado por troféus, onde se destacam cinco campeonatos e duas Ligas dos Campeões.
Durante uma sessão no parlamento britânico, foram vários os deputados que questionaram diretamente a ligação do bilionário russo-israelita (que também possui nacionalidade portuguesa), ao presidente russo, Vladimir Putin, numa altura em que o governo do Reino Unido continua a aplicar sanções a empresários/empresas russas ou com ligações ao Kremlin. Abramovich negou sempre que tenha ligações a Putin e pediu para que não fosse punido.
McGregor já tinha manifestado interesse em comprar o Manchester United, clube do qual admite ser adepto, embora a sinceridade dessas declarações permaneça por confirmar.
O lutador irlandês, de 33 anos, possui uma fortuna de centenas de milhões de euros, tornando-o um dos atletas mais ricos do planeta. Ainda assim, segundo a imprensa britânica, Abramovich só estará interessado em ouvir propostas acima dos três mil milhões de libras (3,6 mil milhões de euros) para adquirir o atual campeão europeu.
Push it to the limit! @ChelseaFC pic.twitter.com/UFZUGwnwbO
— Conor McGregor (@TheNotoriousMMA) March 2, 2022
A vontade de McGregor foi expressa através de uma publicação no Twitter, que diz “Chelsea à venda por três mil milhões de libras? Vamos comprá-lo”. Adicionalmente, o irlandês fez outra publicação onde reforça as suas intenções, ao escrever “Desejo explorar isso. @Chelsea futebol clube”.
I wish to explore this. @ChelseaFC pic.twitter.com/ABEjjCqhD7
— Conor McGregor (@TheNotoriousMMA) March 2, 2022
Abramovich revelou que vai criar uma fundação com todos os rendimentos líquidos da venda do clube, para serem distribuídos às vítimas da invasão da Ucrânia pela Rússia. O oligarca de 55 anos, dono do Chelsea desde 2003, também garantiu que não vai cobrar nenhum dos empréstimos que fez ao clube, ou seja, admitiu abdicar de 1,5 mil milhões de libras (1,8 mil milhões de euros).
“Como afirmei antes, sempre tomei decisões com o melhor interesse do clube no coração. Na situação atual, tomei, portanto, a decisão de vender o clube, pois acredito que isso seja do interesse do clube, dos adeptos, dos funcionários, bem como dos patrocinadores e parceiros do clube”, afirmou Abramovich em comunicado.
No entanto, o ainda dono do clube londrino esclareceu que a venda “não será acelerada, mas seguirá o devido processo. Eu não vou pedir que nenhum empréstimo seja reembolsado. Isto nunca foi sobre negócios ou dinheiro para mim, mas sobre pura paixão pelo jogo e pelo clube”.
“Além disso, instruí a minha equipa a criar uma fundação de caridade onde todos os lucros líquidos da venda serão doados. A fundação será para o benefício de todas as vítimas da guerra na Ucrânia. Isso inclui fornecer fundos essenciais para as necessidades urgentes e imediatas das vítimas, bem como apoiar o trabalho de recuperação de longo prazo”.
“Por favor, saibam que esta foi uma decisão incrivelmente difícil de tomar, e dói-me separar-me do clube desta maneira. No entanto, acredito que seja o melhor interesse do clube”, acrescentou Abramovich.
Por fim, o russo deixou ainda o desejo de “poder visitar Stamford Bridge [estádio do Chelsea] uma última vez para me despedir de todos vocês pessoalmente. Foi um privilégio fazer parte do Chelsea FC e estou orgulhoso de todas as nossas conquistas. O Chelsea Football Club e os seus adeptos estarão sempre no meu coração”.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com