A cave de um edifício em Mariupol está a servir de abrigo para centenas de pessoas que ainda não conseguiram abandonar a cidade devido aos repetidos ataques aéreos das tropas russas. De acordo com a “BBC”, a cave está a funcionar também como um hospital mas sem equipamentos médicos.
Segundo Anastasiya Ponomareva, citada pela “BBC”, existem pessoas a desenvolver sépsis (infeções gerais que podem levar à morte) devido aos ataques, uma vez que têm estilhaços cravados no corpo.
Além das feridas impossíveis de tratar, a comida também está em vias de acabar e ninguém consegue abandonar a cave para ir comprar mais. “A situação está a ficar muito séria”, disse Anastasiya Ponomareva, que tem contacto com pessoas na cave.
Atualmente, a cidade de Mariupol está cercada pelas tropas militares de origem russa e cerca de 400 mil pessoas estão presas sem água potável, mantimentos ou equipamentos médicos que permitam tratar feridas superficiais que acabam por infetar.
As pessoas que se encontram barricadas no edifício público ficam a maioria do tempo escondidas na cave e quando abandonam o espaço sobem apenas até ao patamar onde existem (ou existiam) janelas, de forma a apanhar algum sol. Raramente pisam o exterior, agora coberto de destruição.
Também Serhii Kozyrkov mantém contacto com uma família no interior do edifício. “Há muita gente e não há comida para todos. As pessoas ficam doentes porque está muito frio e estão todos deitados uns ao lado dos outros”, apontou Kozyrkov, atualmente em Lviv depois de fugir de Mariupol.
As famílias fechadas no espaço, que se torna cada vez mais apertado, estão desesperadas por fugir da cidade que há quatro semanas era a sua casa. Segundo a “BBC”, cerca de 160 carros conseguiram sair de Mariupol ao dia de ontem, marcando a primeira evacuação de sucesso desde a abertura do corredor humanitário.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com