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Santos Silva defende solução política “prudente” e “clara” relativamente à Rússia

O governante defende que deve haver uma “lógica de uma resposta imediata e tanto quanto possível coordenada a nível europeu face aos efeitos económicos provocados ou potenciados pela guerra”.
Tiago Petinga / Lusa
15 Março 2022, 15h43

O ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva defendeu uma política “prudente e clara” em relação à Rússia, esta terça feira durante reunião com o Conselho Permanente do Parlamento, na Assembleia da República.

“A nossa adesão absoluta é esta combinação entre firmeza e prudência na gestão da atual conjuntura de segurança na Europa. Para conseguir uma solução política negociada e duradoura é preciso ser prudente, mas também ser firme, não se ambíguo, ser claro nas exigência que colocamos ao agressor que é a Rússia”, sublinhou Santos Silva quando exponha a visão portuguesa sobre o Conselho Europeu de 24 de fevereiro.

O governante defende que deve haver uma “lógica de uma resposta imediata e tanto quanto possível coordenada a nível europeu face aos efeitos económicos provocados ou potenciados pela guerra, com medidas efetivas na contenção dos preços na preservação do tecido produtivo e do emprego e na proteção social”.

Quanto às respostas à crise, no curto e médio prazo, o ministro dos Negócios Estrangeiros mencionou o “modelo de esforço conjunto para mobilizar os recursos financeiros indispensáveis aos investimentos em defesa, à redução da nossa dependência energética face ao exterior e ao aumento da resiliência da nossa economia”.

Para Santos Silva existe uma “necessidade de uma visão estratégica não repetindo os erros de 2010 porque não é com lógicas autoritárias que nós respondemos aos efeitos económicos da crise, nem repetindo os erros de 2014”.

“A Europa aumentou a  sua dependência energética face à Rússia como, entre outras, uma exceção evidente, que foi a exceção portuguesa que não só aumentou a capacidade de diversificar as fontes de abastecimento energético como sobretudo aumentou a sua própria capacidade de produção”, sublinhou o governante.

A guerra na Ucrânia começou há 20 dias e tem ajudado a agudizar a crise no preço dos combustíveis. Esta semana é esperado que o preço por litro do gasóleo deverá subir 13,6 cêntimos e o da gasolina 9,3 cêntimos.


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