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Governo ucraniano divulga nomes de empresas que escolheram ficar na Rússia

Entre as empresas que optaram por manter atividade na Rússia estão o Leroy Merlin, a Pfizer, a Huawei, a Decathlon, Auchan, Danone, Nestlé e Johnson & Johnson. A lista ucraniana inclui 50 empresas.
Yehor Milohrodskyi/Unsplash
22 Março 2022, 13h01

Depois de algumas empresas terem suspendido atividade na Rússia, agora o governo ucraniano escolheu divulgar os nomes daquelas que escolheram continuar a trabalhar na Rússia.

Numa publicação no Twitter o governo ucraniano explicou que iria divulgar “uma lista das maiores empresas que a partir de 21 de março permanecem total ou parcialmente na Rússia”.

“Instamos mais uma vez a estas empresas a cessarem as suas atividades na Rússia. Todos os produtos fornecidos, produzidos ou vendidos por uma empresa no mercado russo contribuem para o orçamento militar”, aponta o governo da Ucrânia.

Entre as empresas que optaram por manter atividade na Rússia estão o Leroy Merlin, a Pfizer, a Huawei, a Decathlon, Auchan, Danone, Nestlé e Johnson & Johnson. A lista ucraniana inclui 50 empresas.

Além da mais recente publicação onde o governo ucraniano mostra quais as marcas que ficaram na Rússia, também o primeiro-ministro da Ucrânia, Dmytro Kuleba tem utilizado o twitter para criticar as empresas que continuam a operar na Rússia.

“Ao recusar-se a sair da Rússia, a Jonson & Johnson optou por obter lucros manchados pelo sangue. Os seus impostos permitem que a máquina de guerra russa mate homens, mulheres, crianças e idosos ucranianos inocentes. A Johnson & Johnson deve mudar de ideias. Façam a coisa certa. Escolham a humanidade, não os crimes de guerra”, pediu Dmytro Kuleba.

Noutra publicação, a 17 de março, foi a vez de criticar a Nestlé. “Ao recusar-se a interromper as atividades comerciais na Rússia, a Nestlé está a permitir que a guerra de agressão da Rússia na Europa continue. Os danos de longo prazo à reputação da empresa são proporcionais à escala dos crimes de guerra russos na Ucrânia (enormes). Não é tarde demais para mudar de ideia, Nestlé”, sublinhou o líder ucraniano.

Por sua vez, a Nestlé disse, segundo o “Financial Times” que já “diminuiu significativamente” as atividades na Rússia, interrompendo todas as importações e exportações, exceto “produtos essenciais”. A Nestlé também interrompeu investimentos e publicidade. “O facto de nós, como outras empresas , fornecermos alimentos importantes à população não significa que simplesmente continuemos como antes”, referiu a empresa.

Outras empresas também justificaram a sua permanência na Rússia com contratos de franchising. Entre as empresas que estão presas a acordos legais de franchising, estão a Marks and Spencer (M&S), Burger King e os grupos hoteleiros Marriott e Accor. Na Rússia a M&S tem 48 lojas e Burger King tem 800 restaurantes ainda abertos, enquanto Marriott e Accor têm 28 e 57 hotéis abertos respetivamente.

O dono do Burger King explicou que estes “acordos legais de longa data não são facilmente mutáveis ​​num futuro próximo”. A Marriott referiu que os seus hotéis na Rússia pertencem a terceiros, mas admitiu que “continuará a avaliar a capacidade desses hotéis permanecerem abertos”.

 


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