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António Saraiva com esperança em posição diferente do novo Executivo sobre o lay-off

O presidente da CIP sublinhou a importância desta medida e mostrou-se esperançoso com a possibilidade de mudança de postura do novo Executivo em relação à posição manifestada recentemente por Siza Vieira, que afastou esta possibilidade.
Cristina Bernardo/JE
23 Março 2022, 18h20

António Saraiva confessou esta quarta-feira ter esperança que o novo Executivo reavalie a posição manifestada recentemente quanto à possibilidade de ser reintroduzido o lay-off simplificado para fazer face ao aumento dos preços das matérias-primas, sobretudo a energia, além de ter confirmado que a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) se reuniu no dia anterior com elementos do atual Governo para discutir a atual situação social e económica do país.

Em conferência de imprensa para reivindicar seis medidas de mitigação dos efeitos adversos causados pelo aumento generalizado dos custos das empresas, o presidente da CIP sublinhou o respeito que tem pelo ainda ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, mas discordou das suas afirmações relativamente à recuperação do lay-off simplificado.

À semelhança do que aconteceu na pandemia, o tecido empresarial português pede a reativação deste instrumento, de forma a fazer face ao aumento pronunciado de custos que, em muitos casos, ameaça a sustentabilidade imediata das empresas. António Saraiva ressalvou que “quem sabe o que necessita são aqueles que estão no dia-a-dia no terreno”, ou seja, empresas e os seus quadros, argumentando que devem ser dados ouvidos aos empresários.

“Sabemos a exigência que colocamos ao Governo. Bem sabemos que está em transição, mas o ADN do Governo é o mesmo, o primeiro-ministro é o mesmo. Independentemente dos ministros, o que importa são as políticas de resposta urgente”, afirmou o presidente da CIP.

António Saraiva confirmou ainda que se havia reunido, juntamente com os parceiros sociais, com quatro secretários de Estado e seus assessores, de forma a transmitir as suas preocupações e pedidos de medidas. Adicionalmente, o Governo informou “do estado da arte, a situação com os refugiados e o seu acolhimento”, numa altura em que a guerra na Ucrânia domina as preocupações internacionais.


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