A Rússia vai dar início a testes nucleares na província de Ivanovo, a nordeste de Moscovo, segundo fonte do Ministério da Defesa russo, citado pela agência do país “Interfax”.
Mil militares estão envolvidos nas “manobras intensas”, tendo sido mobilizados mais de cem veículos para os exercícios, incluindo lançadores de mísseis balísticos intercontinentais Yars, segundo o “Newsweek”, que cita a agência noticiosa russa.
A informação foi tornada pública depois de os EUA terem aprovado um pacote de 700 milhões de dólares de assistência à Ucrânia, que prevê o envio de helicópteros, sistemas de armas anti-tanque e sistemas de foguetes de artilharia de médio alcance, em resposta ao pedido feito por Kiev.
Nas últimas semanas, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, têm vindo a pedir aos países ocidentais que forneçam armamento capaz de igualar o poder de fogo da Rússia.
Aquando da confirmação do envio dos sistemas de “rockets” de médio alcance para a Ucrânia, Biden explicou que os mesmos irão permitir às forças ucranianas “atingir mais precisamente alvos-chave no campo de batalha”.
Contudo, o presidente dos EUA ressalvou que o envio de armas será utilizado somente em território ucraniano.
Estes sistemas poderão ajudar as tropas ucranianas a atingir a artilharia russa e a derrubar as posições russas nas cidades onde os combates continuam, apesar de serem necessárias até duas semanas de treino nos novos sistemas.
A Rússia já reagiu à decisão dos EUA de ajudar militarmente Kiev, que considera “extremamente negativa” e passível de aumentar “o risco de um confronto direto”.
De acordo com a “Reuters”, o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov, disse à agência noticiosa estatal RIA Novosti que Moscovo considerava a ajuda militar dos EUA à Ucrânia “extremamente negativa”.
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