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Scholz na Macedónia do Norte para apoiar entrada na União

O chanceler alemão e o primeiro-ministro da Macedónia do Norte, Dimitar Kovacevski, mantiveram um encontro para promover a entrada do país dos Balcãs na União Europeia. Scholz esteve no Kosovo e na Sérvia e está de partida para a Bulgária.
11 Junho 2022, 11h59

O chanceler alemão Olaf Scholz está em visita oficial de um dia à capital da Macedónia do Norte, Skopie, onde disse que os Balcãs Ocidentais são de importância estratégica para a Alemanha e que é a favor da adesão da região à União, especialmente na Macedónia do Norte. O chanceler chegou a Skopie depois de passar pelo Kosovo e Sérvia e antes de se dirigir a Sofia, capital da Bulgária.

“Há 20 anos atrás, os países dos Balcãs Ocidentais receberam a promessa de uma perspetiva europeia, e agora é a hora de seguir em frente. A Alemanha leva a sério a integração europeia da região, especialmente para a Macedónia do Norte”, disse Scholz, citado pelos jornais locais.

A União Europeia fez uma promessa nesse sentido à Macedónia do Norte, e o país parece ter cumprido todas as condições prévias para iniciar as negociações de adesão. ”Os cidadãos e o governo da Macedónia do Norte trabalharam duramente para isso, e agora precisamos de fazer todos os esforços para a sua realização”, disse Scholz em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro macedónio Dimitar Kovacevski.

Scholz enfatizou que as negociações para a adesão da Macedónia, prometidas há dois anos, devem começar e que ele próprio defenderá pessoalmente o passo seguinte a dar, ao mesmo tempo que encorajou as autoridades a continuar com as reformas. “Quanto mais depressa progredirem, mais depressa as negociações de adesão irão progredir”.

A Alemanha é o maior parceiro comercial da Macedónia do Norte, e o intercâmbio comercial entre esses dois países em 2021 foi superior a 4,2 mil milhões de euros.

A ex-chanceler alemã Angela Merkel visitou a então antiga República Jugoslava da Macedónia em setembro de 2018, antes de um referendo para mudar o nome para Macedónia do Norte, imposto pela Grécia.

Uma cimeira entre a União e os países dos Bálcãs Ocidentais está prevista para 23 de junho próximo e nessa altura deve ser tomada uma decisão sobre se a Macedónia do Norte conhecerá uma data para iniciar as negociações de adesão.

A Bulgária, próxima paragem do périplo de Sholz pelos Balcãs, está a bloquear o início das negociações, alegando que a Macedónia do Norte está a apropriar-se da história búlgara e que a língua macedónia não existe (seria apenas um dialeto da língua búlgara), mostrando os muito difíceis constrangimentos regionais que continuam a existir nos Balcãs.

Segundo os analistas, há poucas hipóteses de a Bulgária retirar o veto, uma vez que o partido Existe este povo deixou a coligação governamental do primeiro-ministro Kirill Petkov e uma das razões é precisamente a Macedónia do Norte. Sem este partido, o governo de Petkov não tem maioria no parlamento búlgaro.

Por seu turno, o primeiro-ministro Dimitar Kovacevski disse que quer chegar a uma solução com a Bulgária, mas Sofia também tem de fazer a sua parte. “Em nenhum momento instrumentalizámos essa questão. Pelo contrário, na Bulgária, a questão foi elevada ao nível da política estratégica, muitas vezes foi instrumentalizada e politizada unilateralmente, o que não é bom”, disse.


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