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Chega pede demissão da ministra da Saúde (com áudio)

O partido afirma que “não pediu a demissão da ministra mais cedo por considerar que, a um governante, deve ser dada a oportunidade de esclarecer a razão pela qual os serviços que tutela estão em falência”.
20 Junho 2022, 12h49

O Chega pede a demissão da ministra da Saúde por considerar que Marta Temido devia ter interrompido as férias para acompanhar os casos de encerramento das urgências. Em comunicado, o partido promete escrever ainda esta segunda-feira uma carta a António Costa para pedir a sua substituição “por alguém capaz de assumir a luta, as dificuldades e que não fuja às suas responsabilidades, especialmente em momentos de especial sofrimento dos cidadãos”.

Marta Temido estava “de férias quando vários serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia se encontravam encerrados por falta de médicos, naquele que foi um dos momentos de maior dificuldade do Serviço Nacional de Saúde nos últimos tempos”, escreve o partido de André Ventura.

“Um governante, é preciso dizê-lo, tem de estar sempre disponível para resolver os problemas da pasta que tutela que possam surgir e deve interromper qualquer compromisso do foro pessoal, como é o caso de férias, quando uma situação de emergência necessita do seu acompanhamento”, é referido no mesmo comunicado.

“Não foi isso que aconteceu”, nota o documento. “A isto soma-se ainda o facto de a senhora ministra ter ido ao Parlamento, a pedido do Chega, e não ter esclarecido rigorosamente nada sobre as falhas que estão a ocorrer nos hospitais portugueses”, e de o plano de contingência não ser “mais do que o resumo de ideias panfletárias de campanha eleitoral do PS”.

O partido afirma que “não pediu a demissão da ministra mais cedo por considerar que, a um governante, deve ser dada a oportunidade de esclarecer a razão pela qual os serviços que tutela estão em falência”.

“Porém, depois de a ministra Marta Temido não ter sido capaz de explicar aos deputados e ao país o caos em que vive o SNS, a desorganização dos serviços, a ausência de pessoal e o encerramento de vários serviços de urgências, o Chega entende que é chegado o fim do seu percurso enquanto governante por não reunir condições políticas para se manter no cargo”, conclui.


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