O Eurostat confirmou esta terça-feira a inflação na zona euro em 8,6% em junho, um novo máximo na série e um aumento em relação aos 8,1% registados no mês anterior.
Em cadeia, o indicador de preços avançou 0,8%, ao passo que há um ano a variação homóloga havia sido de 1,9%.
Já olhando para a UE como um todo, a variação homóloga no índice de preços no consumidor foi de 9,6%, uma subida considerável quando comparando com os 8,8% registados em maio.
A energia mantém-se como a principal razão para a subida de preços na zona euro, contribuindo com 4,19 pontos percentuais (p.p.) para o resultado final. Já os bens alimentares acrescentaram 1,88 p.p., enquanto os serviços contribuíram com 1,42 p.p. e os bens industriais não-energéticos representaram 1,15 p.p..
Segundo os dados do Eurostat, Portugal registou 9,0% de inflação em termos homólogos no período em consideração, ultrapassando assim o valor médio para a zona euro. Malta e França continuam a registar as taxas mais baixas, com 6,1% e 6,5%, respetivamente, enquanto os países bálticos lideram do outro lado do ranking. A Estónia regista já 22,0% de inflação, seguida de Lituânia, com 20,5%, e Letónia, com 19,2%.
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