A Ryanair disse esta segunda-feira que não está garantido um regresso aos níveis de lucratividade pré-Covid este ano. A “recuperação muito forte, mas ainda frágil”, nas palavras do CEO Michael O’Leary, supera mesmo as estimativas do primeiro trimestre.
As declarações foram realizadas no âmbito da divulgação de resultados da empresa, que dão conta de um lucro de 170 milhões de euros no primeiro trimestre do ano fiscal (abril-junho), comparado com um prejuízo de 273 milhões de euros no mesmo período de 2021, que foi marcado por restrições no âmbito do combate à pandemia, de acordo com a Lusa.
Neste período, a companhia aérea transportou 45,5 milhões de passageiros, mais 461% do que em 2021, e viu o seu volume de negócios aumentar 602% entre os dois períodos, para 2,6 mil milhões de euros no primeiro trimestre fiscal deste exercício.
Segundo a “Reuters”, os preços dos bilhetes para reservas para o trimestre de julho a setembro, normalmente o período anual mais lucrativo da Ryanair, estão acima dos de 2019, mas numa percentagem baixa de dois dígitos, disse O’Leary.
Mas a imprevisibilidade em torno dos preços dos combustíveis, da pandemia e os riscos geopolíticos tornaram impossível prever o lucro para todo o ano financeiro de 2023, que termina a 31 de março, acrescentou.
A Ryanair está confiante numa “restauração completa” da lucratividade e margens que desfrutava antes da Covid — mil milhões de euros no ano financeiro que encerrou em março de 2020, com 148 milhões de passageiros —, mas ainda não tem a certeza se isso será neste ano financeiro ou no próximo.
A companhia não viu nenhum impacto nas reservas provenientes de receios de alta inflação e baixo crescimento económico na Europa e espera aumentar a participação de mercado à medida que os passageiros saem de rivais de alto custo, disse o diretor financeiro, Neil Sorahan, à “Reuters”.
As ações da Ryanair Holdings PLC, na Irlanda, estão a subir 2,59% para 12,88 euros cerca das 11:30 desta segunda-feira.
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