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Canadiana Medicago testa vacina para curar Covid-19

A empresa biofarmacêutica financiada pelo Pentágono e na qual a Philip Morris tem participação de 30%, vai começar a testar as partículas em humanos no próximo verão.
Mariana Bazo / Reuters
17 Março 2020, 20h14

A biofarmacêutica Medicago anunciou que está a desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus (Covid-19), depois de ter produzido em laboratório uma VLP (partícula semelhante ao vírus). A empresa canadiana, financiada pelo Pentágono norte-americano e participada em 30% pela Philip Morris International, irá agora realizar testes pré-clínicos de segurança e eficácia.

A Medicago informa que obteve o gene SARS-CoV-2 e que, depois desses suprarreferidos testes, espera discutir os resultados com as agências de saúde e iniciar novos testes – desta vez, em humanos, ainda este verão.

“O primeiro produto da Medicago, uma vacina contra a gripe sazonal (QVLP), está atualmente em avaliação pela ‘Health Canada’. Vacinas contra a gripe pandémica, rotavírus e norovírus estão também a ser testadas em ensaios pré-clínicos e clínicos de Fase II”, explica a empresa detida pela Mitsubishi Tanade Pharma e com sede no Quebec.

A Medicago, que está igualmente a desenvolver anticorpos contra o hMPV, RSV e opioides, garante que não utiliza ovos como base para a investigação de vacinas, mas plantas, como a do tabaco. A biofarmacêutica explica que este método é possível porque a sequência genética é inserida na agrobactéria, uma bactéria do solo absorvida pelas plantas, e assim a planta começa a produzir a proteína que pode ser utilizada como vacina.

“A produção tradicional de vacinas requer, geralmente, ovos. Os fabricantes de vacinas injetam o vírus nos ovos, onde o mesmo se propaga. Mas usar ovos é caro, leva muito tempo, está longe de ser perfeito e eventuais mutações podem produzir vacinas que não correspondem ao vírus que se pretende combater”, afirma o CEO da Medicago, Bruce Clark.


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