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Máscaras, gel e testes são chave para voltar à normalidade

Levantamento das medidas de contenção implica disponibilidade de equipamentos de proteção individual para “criar segurança e confiança”.
18 Abril 2020, 21h00

A “abertura gradual da economia”, que poderá retirar grande parte da população portuguesa do confinamento a partir de 2 de maio, vai depender da contenção do número de novos casos de covid-19, mas também de haver condições de acesso a equipamentos de proteção como máscaras e gel desinfetante e da manutenção do esforço de despistagem do coronavírus, depois de a realização de mais de 200 mil testes colocar Portugal ao nível da Alemanha e entre os países europeus que têm maior percentagem da população submetida ao rastreio.

“Temos de continuar a estabilizar o número diário de internamentos, em geral, e de internamentos em cuidados intensivos, em particular, por forma a assegurar que o nosso Serviço Nacional de Saúde se encontrará em condições de responder à evolução do surto em caso de aumento progressivo de contactos sociais”, disse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao início da noite desta quinta-feira, numa comunicação aos portugueses, após assinar o que disse desejar ser a segunda e última renovação do estado de emergência, que irá vigorar até 2 de maio. Isto porque, como salientou o Chefe de Estado, é preciso “criar segurança e confiança aos portugueses para que possam sair de casa”.

Depois de hesitações desde o início da pandemia, a utilização de máscara não cirúrgica, também conhecida por “máscara social” ou “máscara comunitária”, foi recomendada no início desta semana pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no seguimento de pareceres no mesmo sentido da Organização Mundial de Saúde e do Centro Europeu de Controlo de Doenças. “Face à ausência de efeitos adversos asssociados ao uso da máscara, deve ser considerada a utilização de máscaras por qualquer pessoa em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas”, lê-se na recomendação oficial, assinada pela diretora-geral GraçaFreitas, referindo-se a supermercados, farmácias, estabelecimentos comerciais e transportes públicos, que deverão retomar uma taxa de ocupação superior à medida que o levantamento do estado de emergência reduzir o número de pessoas em teletrabalho e lay-off.

Por isso mesmo, no debate parlamentar desta quinta-feira que antecedeu a renovação do estado de emergência, o líder social-democrata Rui Rio anunciou que o PSD irá apresentar uma proposta para que as máscaras de proteção e o gel desinfetante passem a ter taxa reduzida de IVA, descendo de 23% para 6%, devendo o mesmo acontecer com os suplementos alimentares destinados a reforçar o sistema imunitário.

Dias antes, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, dissera que duas centenas de empresas responderam ao desafio de começarem a produzir máscaras após as especificações técnicas para a sua produção serem divulgadas pelo Infarmed. Algo que foi salientado por António Costa no encerramento do debate parlamentar, deixando claro que “é preciso tornar abundantes no mercado os meios de proteção individual”, sendo essencial a “massificação de máscaras de proteção comunitária no mercado português”, bem como do álcool gel.

Artigo publicado no Jornal Económico de 17-04-2020. Para ler a edição completa, aceda aqui ao JE Leitor


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