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Espanha: Mais de um milhão de famílias têm todos os membros no desemprego

Ministério da Segurança Social espanhol estará a trabalhar em algo idêntico a um rendimento mínimo garantido, de acordo com o El País.
29 Abril 2020, 14h00

O número de agregados familiares com todos os membros desempregados aumentou em 60.600 casos no primeiro trimestre de 2020, para quase 1,1 milhões famílias, em Espanha. Tendo em conta a atual conjuntura de combate à Covid-19 e de mitigação dos efeitos económicos do surto, o Ministério da Segurança Social daquele país estará a trabalhar em algo idêntico a um rendimento mínimo garantido, noticia o El País esta quarta-feira.

O aumento registado pelas autoridades espanholas é o maior observador em sete anos.

O número é conhecido numa altura em que o número de famílias sem qualquer fonte de rendimento ascendeu às 597 mil , um valor preocupante, embora ainda longe dos 770 mil agregados sem qualquer fonte de rendimento observado durante a crise do início da década de 2010.

A diferença entre as famílias com todos os seus membros desempregados e os agregados sem qualquer tipo de rendimento é que, na primeira, pode haver alguém que receba algum tipo de rendimento que não seja por via do trabalho. De acordo com o El País, muitos destes casos são pensionistas, mas também pode ser o caso de senhorios que cobram rendas de habitações ou recebem dividendos de algum outro investimento.

Os dados citados pelo jornal espanhol são uma consequência do momento que o país vive face ao surto epidemiológico do novo coronavírus. Espanha tem sido um dos países mais afetados pela pandemia da Covid-19 na Europa. Nas últimas 24 horas, Espanha registou 325 mortes devido ao novo coronavírus, um aumento em relação às 301 de terça-feira, havendo até agora um total de 24.275 óbitos, segundo as autoridades sanitárias do país.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, há 2.144 novos casos positivos, elevando para 212.917 o total de infetados confirmados pelo teste PCR, o mais fiável na deteção do vírus.

Os números diários indicam ainda que, nas últimas 24 horas, há 6.399 pessoas curadas depois de terem contraído a doença, sendo o total de 108.947 desde o início da pandemia.


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