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Walmart eleva idade mínima para a compra de armas

O grupo de distribuição também retirou alguns modelos do seu catálogo, o mesmo tendo sucedido com a Dick’s Sporting Goods, a maior loja de comércio de armas dos Estados Unidos.
1 Março 2018, 18h59

A Walmart, um dos gigantes do comércio americano, elevou esta quinta-feira para os 21 anos a idade mínima para comprar armas de fogo e munições nas suas lojas, uma medida adotada “à luz de eventos recentes”, disse fonte da companhia.

Além de aumentar a idade para a compra de armas e munições, a Walmart também anunciou que retira do seu portefólio produtos que “se assemelham a espingardas de assalto”, incluindo armas de pressão de ar e mesmo brinquedos tipo ‘airsoft’.

A Walmart deixou de vender espingardas de assalto em 2015 – como a popular AR-15, usada em vários tiroteios nos Estados Unidos, incluindo aquele que aconteceu há duas semanas atrás numa escola da Flórida, onde morreram 17 pessoas. A multinacional com sede no Arkansas também não vende pistolas nas suas lojas, exceto no Alasca.

“A nossa tradição como empresa sempre foi ao serviço de atletas e caçadores, e continuaremos a fazê-lo de maneira responsável”, afirmou a empresa em comunicado.

A decisão da Walmart ocorre no mesmo dia em que a empresa de equipamentos esportivos Dick’s Sporting Goods, a maior loja de comércio de armas dos Estados Unidos, anunciou que remove do seu catálogo as espingardas de assalto. E, tal como a Walmart, a Dick’s Sporting Goods também elevou para 21 anos a idade mínima para a aquisição de armas no interior das suas lojas.

“Somos determinados defensores da Segunda Emenda, eu também tenho armas, mas não queremos fazer parte desta história e eliminamos permanentemente essas armas”, disse Edward Stack, diretor executivo da empresa.

A decisão das duas empresas surge depois de várias empresas de topo e instituições bancárias norte-americanas terem decidido acabar com os benefícios que colocavam à disposição da associação das empresas de armamento, a NRA, como forma de responder ao enorme clamor social que se elevou na sociedade norte-americana depois dos acontecimentos da Flórida.

Isto apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, se manter firme na decisão de não proibir a venda aberta de armas no país.


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