O carrinho de mão, muito utilizado para o transporte de materiais em obras de construções, como argamassa e entulhos, agora tem outra serventia, especialmente para as comerciantes informais que o utilizam na venda ambulante, carregando os seus produtos, batata, cebola, banana, mandioca… à busca do sustento para os filhos.
A exposição destes “balcões ambulantes” é mais acentuada na zona do Morro Curral, à frente do minimercado Costa Lima, e da Foto Vieira.
Atendendo que cada “cinbron ten direito na cê gota d’água”, (cada zimbrão tem direito à sua gota de água) – como cantou Ildo Lobo -, enquanto a edificação do Mercado Municipal dos Espargos não acontece para resolver, de vez, o problema da venda ambulante e defender a segurança alimentar das famílias, o cenário vai se mantendo.
“É lamentável ver o estado em que as ruas e zonas dos Espargos se transformaram devido às vendas de produtos nos passeios. Mas mais triste ainda é ver essas chefes de família, que andam à cata de um pão de cada dia, o sustento dos filhos, a serem perseguidas e desatarem a correr dos fiscais”, exterioriza Adelaide Lima, dona de casa e funcionária, visivelmente revoltada.
“Isso não pode continuar assim. Que a câmara arranje solução para todas, que edifique o mais depressa possível, o anunciado mercado dos Espargos”, replicou outra senhora.
Quem também se manifestou indignado com a situação em declarações à Agência Inforpress é o deputado do PAICV, José Paixão, para quem carrinho de mão servia, outrora, para carregar lixo e bicho morto.
“Isso está um pandemónio”, desabafou.
Perante o panorama, reiterando a intenção da construção de um novo mercado para a cidade de Espargos, a ser edificado nas antigas instalações de DMN – antigo quartel – em Morro Curral, o edil Júlio Lopes, deixa claro que a “tolerância é zero” para a venda ambulante, particularmente na Rua Toy Pedro, no coração da cidade de Espargos.
O autarca anuncia a proibição ao mesmo tempo que apela à população do Sal a não comprar nesses vendedores, para que a disciplina se impere nas cidades, lembrando que os fiscais e polícias, têm toda legitimidade para agir.
“Estamos a trabalhar para construir ali na zona do Morro Curral um grande espaço comercial. Mercado para legumes, espaço para venda de peixe e carne… Queremos que quem vende tenha toda a dignidade. Ao mesmo tempo, temos de defender a segurança alimentar das famílias que têm de consumir produtos em boas condições higiénicas”, frisou o autarca.
Fonte: Inforpress
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com