A Informa D&B lançou também, com referência a abril, um retrato do setor empresarial no universo das empresas de tecnologias de informação (TIC). Nas conclusões refere que as grandes empresas têm um papel preponderante no negócio do setor das TIC, com as empresas de Telecomunicações a assumirem especial importância.
O setor é maioritariamente composto por empresas de Consultoria e programação informática, de dimensão reduzida e jovens; mais de metade das empresas viram o seu volume de negócios aumentar, e o setor apresenta uma maior taxa de empresas de crescimento elevado do que o restante tecido empresarial.
O setor conta com 26% de empresas exportadoras, valor bastante superior ao do tecido empresarial (11%).
Por fim diz que o controlo de capital estrangeiro é maior neste setor do que no tecido empresarial, em todos os escalões de dimensão, mas é mais evidente nas grandes empresas (56%).
“Na última década, o setor das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tem vindo a afirmar a sua importância na economia nacional, expressa através do crescimento do volume de negócios, na criação de valor acrescentado bruto e do aumento no número de constituições de empresas, que praticamente duplicaram. Sendo quase integralmente composto por microempresas, são, no entanto, as organizações de grande dimensão que maior peso têm no negócio do setor”, diz o estudo da Informa D&B.
Em termos de dados há 7.260 empresas, com 13.376 milhões de euros em volume de negócios e 78.360 empregados.
Depois 53,8% das empresas do setor são jovens, sendo 7,7 anos idade a média das empresas do setor.
A Informa D&B conclui ainda que 54% das empresas do setor cresceram em volume de negócios; e há 71 empresas com crescimento elevado (empresas com, no mínimo, 10 empregados, que registam um crescimento orgânico médio anual de empregados superior a 20% durante três anos consecutivos).
“O seu crescimento tem-se alicerçado na transformação digital da economia, de que são exemplos os serviços de tratamento de grandes volumes de informação, os métodos de produção automatizados ou a migração dos clientes para canais eletrónicos, necessidades hoje extensíveis a empresas de todos os setores”, diz a Informa D&B.
Dividindo-se em cinco subsetores de atividade — Consultoria e programação informática, Telecomunicações, Indústria, Comércio e Serviços — este é um setor muito jovem e que, por isso, está em constante expansão e transformação, salienta o estudo.
“As empresas TIC operam hoje numa lógica altamente concorrencial, uma vez que produzem bens e serviços para um mercado digital globalizado e não apenas para clientes internos, facto patente nos números que expressam a sua vocação exportadora, que se tem vindo a revelar bastante superior à do tecido empresarial”, lê-se no estudo.
“Pela sua complexidade e especificidades de mercado, este setor exige um forte investimento em capital humano, tornando crítico o tempo decorrido entre a conceção da ideia de negócio e a sua monetização”, adianta a Informa D&B.
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