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Clientes digitais ficam sem cadernetas da Caixa

O banco diz ao JE ter arrancado em 2022 com o processo faseado de conversão de contas com suporte caderneta para suporte extrato. Uma mudança aplicada aos clientes mais aptos para os meios digitais.
20 Janeiro 2023, 12h30

Têm sido vários os clientes a dirigir-se aos balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para renovar as suas cadernetas. Mas, em muitos casos, isto já não é possível, já que desde o início do ano passado que o banco liderado por Paulo Macedo iniciou o processo de transição do papel para o digital. Não há, contudo, um fim à vista para as velhas cadernetas que continuam a ser entregues aos que não usam os meios digitais.

Com a transposição para a lei portuguesa da Diretiva Europeia de Pagamentos, em 2019, a caderneta deixou de poder ser utilizada para levantar dinheiro, fazer pagamentos e transferências, de forma a garantir uma maior segurança nas operações bancárias. Passou a servir, a partir desse momento, apenas para consultar informação do saldo e movimentos da conta, o que também pode ser feito usando um cartão no multibanco ou através de meios digitais. Esta alteração na lei traduziu-se numa menor utilização, pois se nesse ano havia 300 mil pessoas com caderneta, hoje esse número desceu drasticamente, indica fonte oficial da CGD, sem dar dados atualizados.

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