[weglot_switcher]

Israel mata dez palestinianos em ataque a Nablus

Depois de Janin, Nablus: mais um ataque israelita para suprimir alegados membros de grupos armados deixou um rasto de morte e mais de uma centena de feridos, alguns deles em estado crítico.
22 Fevereiro 2023, 17h30

Pelo menos dez palestinianos foram mortos e mais de uma centena ficaram feridos, seis deles em estado crítico, num ataque do exército israelita na cidade ocupada de Nablus, na Cisjordânia, realizado na manhã desta quarta-feira. Confrontos generalizados começaram depois de o exército israelita ter entrado Nablus com dezenas de veículos blindados e forças especiais.

O exército bloqueou todas as entradas da cidade antes de cercar uma casa onde estariam dois combatentes palestinianos procurados, Hossam Isleem e Mohammad Abdulghani, que foram mortos. Pouco depois, o exército israelita disse em comunicado que “as forças de segurança estão agora a operar na cidade de Nablus”.

Nablus e a vizinha Jenin têm sido o foco de incursões violentas que Israel tem levado a cabo nas últimas semanas, sendo aí, diz que se concentração a resistência armada e onde estão escondidos vários elementos que o exército pretende capturar.

Na Faixa de Gaza, um porta-voz do Hamas, Abu Obeida, disse que “a resistência em Gaza está a observar a escalada de crimes do inimigo contra o povo na Cisjordânia ocupada e a sua paciência está a esgotar-se”. Também Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente palestiniano Mahmoud Abbas, que governa Cisjordânia, disse que “condenamos o ataque dos ocupantes a Nablus e pedimos o fim dos contínuos ataques contra o nosso povo”.

Segundo a imprensa local, os partidos políticos palestinianos anunciaram uma greve geral nas cidades de Ramallah e Nablus e pediram protestos junto dos postos de controlo do exército israelita.

Israel intensificou os seus ataques militares na Cisjordânia a partir de junho de 2021, após uma revolta popular palestiniana que ficou conhecida como Explosão de maio. Em março de 2022, após uma série de ataques palestinianos individuais em Israel, o exército lançou uma campanha militar que levou 2022 a ser considerado pelas Nações Unidas como o mais mortífero 2006, com mais de 170 mortos.

Mas esse número não resistirá com certeza a 2023: desde o início do ano (em apenas dois meses), o número de mortos palestinianos já contabiliza 61 pessoas – ou seja, o novo governo apoiado pela extrema-direita e liderado por Benjamin Netanyahu está a expandir as suas ações violentas. A que se junta agora a demolição de casas de palestinianos que sejam suspeitas de albergar ativistas militares – mas que prescindem de qualquer ordem de um tribunal.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.