Augusto Santos Silva: “Haverá condições para o Presidente da República visitar a China em breve”

O Ministro anunciou cinco projetos ao nível da cooperação Portugal – Macau e a criação de um Fundo de apoio a projetos comunitários de ciência e tecnologia.

Cristina Bernardo

O Ministro dos Negócios Estrangeiros falava em Macau, na conferência de imprensa, após o encontro com o Chefe do Executivo da Região Autónoma Especial de Macau, quando anunciou que “haverá condições para o Presidente da República de Portugal realizar em breve a visita de Estado que retribuirá a visita de Estado do Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, a Portugal que se realizará nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro”.

A China é hoje o “sexto maior fornecedor de bens de Portugal e o nosso país é hoje o quarto país europeu onde a China mais investe”, lembrou o governante.

Santos Silva pôs-se também do lado da China, numa subtil crítica aos Estados Unidos quando disse que “Portugal e a China partilham as mesmas grandes orientações em matéria de agenda multilateral em termos de como vêem o futuro da comunidade internacional”. Portugal e a China defendem o “multilateralismo”; “entendem que a agenda do desenvolvimento sustentável deve seguir os objetivos da agenda de 2003”; “defendem a promoção do comércio internacional e combatem o protecionismo”; e “entendem que um dos grandes desafios da humanidade é o das alterações climáticas”.

Augusto Santos Silva está em Macau para a participação na 5ª Comissão Mista entre Portugal e a RAEM, e começou o dia a visitar a Feira Internacional de Macau (FIM ou MIF nas siglas em inglês) acompanhado do Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias. “Constatei com muita alegria que o número de empresas portuguesas presentes este ano é praticamente o dobro do número habitualmente presente. São 180 empresas portuguesas nesta edição da MIF”, disse Augusto Santos Silva.

Recorde-se que essas empresas presentes na feira fazem parte da comitiva da AJEPC – Associação de Jovens Empresários Portugal China.

Ainda mais importante do que isso, adiantou, “é o facto de serem empresas que sem deixarem a sua área tradicional do agro-alimentar, intervêm e propõem as suas atividades na área dos serviços e na área da tecnologia”.

O Ministro anunciou cinco projetos ao nível da cooperação Portugal – Macau ao mesmo tempo que lembrou o papel desta região autónoma da China como plataforma dos países de língua portuguesa – o que inclui um fundo de apoio a projetos comunitários de ciência e tecnologia.

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