Desaceleração económica em 2019

Uma recessão não é o mais provável, mas é um cenário plausível. Em todo o caso, 2019 será um ano mais difícil do que o anterior.

Os dados mostram que o melhor do ciclo económico já está para trás e que em alguns países, como no caso da Alemanha, já se observa uma contração da economia, com a indústria a liderar o recuo na atividade.

As bolsas são habitualmente bons barómetros e não é por acaso que são incluídas nos indicadores avançados compósitos. Na Europa, o máximo histórico do Stoxx 600 foi atingido em janeiro de 2017, antecipando bem a desaceleração do segundo semestre de 2018. Nos EUA, isso apenas aconteceu em 21 de setembro, mas o sinal vai no mesmo sentido. A “guerra comercial”, a desaceleração na China, o Brexit, as eleições europeias e o “risco Trump” são fatores que estão a condicionar a evolução do produto.

Portugal, uma economia cada vez mais aberta dado o crescente impacto do turismo, está particularmente vulnerável a uma desaceleração global. Os indicadores de confiança e clima económico estão em queda há alguns meses e há indicadores de desaceleração na indústria e no emprego. Mas, claro, a situação apenas se complicará se vierem maus ventos da economia europeia.

Uma recessão – que é uma contração económica prolongada – não é o mais provável, mas é um cenário plausível. Em todo o caso, provavelmente 2019 será um ano mais difícil do que o anterior.

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