Irão diz que o seu petróleo não vai deixar de chegar aos mercados

Em causa estão as sanções impostas pelos norte-americanos, que serão mais severas a partir de novembro. China e Índia, principais clientes do Irão, não vão cumprir o embargo que Trump quer impor.

O ministro do Petróleo iraniano, Biyan Zangeneh, disse esta segunda-feira que é “impossível” os Estados Unidos terem sucesso na eliminação de petróleo iraniano do mercado a médio prazo, apesar das sanções que entram em vigor em novembro próximo.

“Os Estados Unidos visam reduzir as exportações de petróleo iranianas a zero, mas esse sonho não se tornará realidade”, disse o ministro, citado pela agência de notícias oficial iraniana, a IRNA.

Zangeneh explicou que, no momento, a Coreia do Sul é o único país que cortou as suas importações de petróleo iraniano pelo terceiro mês consecutivo, corte que não se fez sentir em relação a qualquer outro cliente.

Washington tem pressionado os compradores asiáticos e africanos de petróleo iraniano para reduzirem ou mesmo suspenderem as suas importações e ameaçou com sanções contra quem compra petróleo do Irão. Recorde-se que, no início de novembro, um segundo pacote de sanções norte-americanas contra o Irão passará a ter efeitos, depois de um primeiro pacote ativado este mês – tudo por causa do plano nuclear do Irão, que os Estados Unidos insistem em afirmar que não está a ser cumprido.

Os principais importadores de petróleo iraniano, China e Índia, já disseram que não estão dispostos a seguir as diretrizes dos Estados Unidos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, também exigiu recentemente à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) medidas para baixar os preços do petróleo, através do aumento da produção.

No entanto, na última reunião da OPEP e de outros produtores (entre os quais a Rússia) este fim-de-semana em Argel, os países envolvidos não chegaram a qualquer acordo sobre um possível aumento da produção e decidiram mesmo adiar uma decisão nesse sentido.

Zangeneh ficou satisfeito com o resultado da reunião e observou que nenhum país deu uma resposta positiva a Trump.

O ministro iraniano afirmou que a OPEP é “um órgão independente e não um ramo do Departamento de Energia dos Estados Unidos”.

O Irão exportou 2,3 ​​milhões de barris de petróleo por dia a partir do final de março e até ao final de julho passado, número que não inclui as vendas de gás condensado.

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