Novo Banco vê “oportunidade única” de crescer na Madeira

Novo Banco aposta no turismo e acredita que o facto de o Banif ter sido absorvido pelo Santander, que tem o centro de decisão em Espanha, abre uma oportunidade rara de conquistar clientes na Madeira.

Cristina Bernardo

O Novo Banco na Madeira conta com uma rede de 12 balcões, uma direção regional de empresas composta por cinco gestores e 85 funcionários, entre retalho e empresas, e com um movimento financeiro que atinge os 1,6 mil milhões de euros. O turismo é uma área prioritária para a instituição bancária na Região Autónoma, destacou o CEO, António Ramalho, em entrevista exclusiva ao Económico Madeira.

“A Madeira é uma região que tem uma ‘clusterização’ muito baseada nas suas vantagens competitivas. E visivelmente há uma grande vantagem competitiva no seu turismo e nos segmentos que decorrem da atividade turística que são vários sub-segmentos como o alojamento local, o turismo de restauração, turismo de iniciativa e de aventura, turismo da cultura, imobiliário e reestruturação e reabilitação hoteleira”, disse o CEO do Novo Banco, sobre alguns dos objetivos da instituição para o mercado madeirense.

António Ramalho definiu estas áreas ligadas ao turismo como sendo “prioritárias” para o Novo Banco, apesar de ressalvar que o banco se quer “manter fiel à sua tradição de apoiar tudo o que seja atividade de serviços e de exportação” em que se insere a exportação ligada aos “tradicionais produtos da Madeira que têm características muito próprias” e ainda a “outros produtos que vão ganhando dimensão” no empreendedorismo.

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O relatório salientou também que “o banco ainda não divulgou publicamente a sua estratégia de refinanciamento do BCE”, mas tendo em conta o rácio de cobertura de liquidez (LCR) da instituição “de 138%, terá que recorrer aos mercados para substituir os fundos TLTRO”.

António Ramalho: “Vamos duplicar a redução de malparado até ao fim do ano”

O Novo Banco “tem um legado que está a ser resolvido”, diz o CEO a propósito do prejuízo de 419,6 milhões no 3º trimestre. O banco reduziu até setembro 1,6 mil milhões o malparado, mas “o banco vai vender até ao fim do ano uma carteira de 1,7 mil milhões de euros de crédito NPL, pelo que vamos dobrar a redução de malparado até ao fim do ano”, disse António Ramalho.
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