Portugal emite 1.400 milhões em dívida de curto prazo com taxas menos negativas

Num leilão em que o montante máximo indicativo era de 1.500 milhões de euros, o IGCP colocou um total 1.400 milhões de euros. Nas duas linhas – de seis e 12 meses – as taxas foram negativas, mas subiram face a leilões anteriores.

O Tesouro emitiu esta quarta-feira um total de 1.400 milhões de euros em dívida a seis e 12 meses, com as taxas a permanecerem em terreno negativo. mas a subirem face a leilões anteriores.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP colocou 1.000 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) com maturidade a 17 de maio de 2019, com a taxa média ponderada a ficar nos -0,270%, face aos -0,280% num leilão realizado em a 18 de julho.

Nos BT a seis meses, com maturidade a 22 de março de 2019, o Tesouro colocou 400 milhões de euros, tendo pago uma taxa de -0,317%, o que compara com os -0,339% no leilão de julho.

O montante indicativo era entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros.

A procura nos BT a 12 meses foi de 1,6 vezes a oferta, face a 2 vezes no leilão de julho, enquanto na maturidade a seis meses foi de 2,5 vezes, ligeiramente acima dos 2,4 vezes na última emissão.

Portugal tem beneficiado de condições favoráveis para emitir dívida tanto de curto como de longo prazo, sendo que no caso dos BT tem conseguido ao longo de todo o ano juros negativos.

Além desse ambiente de taxas baixas na zona euro, Portugal também tem vindo a beneficiar melhorias no rating no último ano. Na passada sexta-feira, a Standard & Poor’s subiu a perspetiva da notação da dívida soberana portuguesa para ‘positiva’, de ‘estável’, mantendo inalterado o rating em  ‘BBB-‘.

[Atualizada às 11h39]

 

 

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