Projetos de regadio agrícola no valor de 278 milhões de euros foram aprovados

“Alguns dos quais estão já em fase de obra, como o que irei visitar em Óbidos/Bombarral, e outros aguardam estudo de impacto ambiental”, afirmou Luís Capoulas Santos à Lusa.

Cristina Bernardo

Cinquenta e cinco projetos de regadio agrícola estão aprovados no país com um investimento de 278 milhões de euros, estando 18 em obra, disse esta sexta-feira à agência Lusa o ministro da Agricultura. Do Programa Nacional de Regadios, “já estão aprovados 55 projetos, a que corresponde um montante global de investimento de 278 milhões de euros, alguns dos quais estão já em fase de obra, como o que irei visitar em Óbidos/Bombarral, e outros aguardam estudo de impacto ambiental”, afirmou Luís Capoulas Santos.

Dezoito dos 55 projetos estão em obra e totalizam um investimento de 86 milhões de euros. Entre os projetos aprovados para a construção ou renovação de sistemas de rega para a agricultura, estão investimentos em Óbidos/Bombarral, no distrito de Leiria (25 milhões de euros), Vila Franca de Xira, Lisboa (mais de 30 milhões de euros), e Campo Maior, Portalegre (25 milhões de euros).

Juntam-se investimentos em Alfândega da Fé, Vila Flor, Mirandela e Macedo de Cavaleiros (no distrito de Bragança), Chaves (Vila Real), Soure (Coimbra), Marinha Grande e Alcobaça/Nazaré (Leiria), e Vale do Sado, Alcácer do Sal e Santiago do Cacém (Setúbal). Acrescem projetos em Montemor-o-Novo, Alandroal, no canal de Álamos, um subsistema da barragem do Alqueva, Mourão e Redondo (no distrito de Évora), Odemira (Beja), Silves, Castro Marim e Lagos (Faro).

O Plano Nacional de Regadios tem previsto um investimento de 560 milhões de euros até 2023. Sessenta por cento dos projetos corresponde à construção de novos sistemas de rega e os restantes 40% à remodelação de outros já existentes.

Capoulas Santos adiantou à Lusa que o Governo quer “dotar o país de mais cerca de cem mil hectares de novos regadios, entre novos regadios e a requalificação de outros já existentes, uma forma de mitigar as alterações climáticas e de reduzir custos de produção”. “É uma resposta muito importante para um país que quer continuar a ver a sua agricultura a crescer acima do resto da economia, que quer continuar a crescer nas exportações, que este ano registam um crescimento de 6% face ao ano passado”, frisou o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Estes investimentos vão permitir criar 10.500 postos de trabalho na agricultura, estima o governante. Até ao final deste ano, o Ministério da Agricultura deverá, ainda, lançar concursos para outros investimentos que ascendem a 282 milhões de euros, um dos quais é a ampliação do sistema da barragem do Alqueva, abrangendo mais 55 mil hectares de terrenos agrícolas. O ministério está também a negociar financiamento do próximo quadro comunitário para a segunda fase de investimento do programa, de modo a abranger pelo menos mais 100 mil hectares.

Capoulas Santos e o primeiro-ministro, António Costa, visitam hoje as obras da Rede de Rega de Óbidos e Amoreira, um investimento de 25 milhões de euros que vai envolver mil hectares de terrenos e 900 agricultores das freguesias da Amoreira e de Olho Marinho, no concelho de Óbidos, e do Pó e da Roliça, em Bombarral. Depois da construção da barragem do Arnóia, concluída desde 2005, estão em obra até ao início de 2019 uma estação elevatória e a rede de rega de Óbidos. Os governantes vão hoje assinar contrato para o início da construção da rede de rega da Amoreira.

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