PSI 20 desvalorizou 12,2% em 2018, inferior à queda do Stoxx 600

O PSI 20, principal índice bolsista, desvalorizou 12,2% em 2018. Apesar de tudo é uma queda menos intensa do que a verificada no principal índice de referência da zona euro, o EuroStoxx 600, que depreciou 13,2%. Os índices acionistas desvalorizaram em 2018, particularmente no quarto trimestre.

John Gress/Reuters

A CMVM publicou o Relatório sobre os Mercados de Valores Mobiliários relativo a 2018. Nele constata-se que o PSI 20, principal índice bolsista, desvalorizou 12,2% em 2018. Apesar de tudo é uma queda menos intensa do que a verificada no principal índice de referência da zona euro, o EuroStoxx 600, que depreciou 13,2%.

Os índices acionistas desvalorizaram em 2018, particularmente no quarto trimestre.

“Nos mercados europeus e dos EUA, os índices de referência Eurostoxx 600 e S&P 500 caíram 13,2% e 6,2%, respetivamente. Em Portugal, o PSI 20 desvalorizou 12,2%”, lê-se no relatório.

A queda dos índices das Bolsas foi acompanhada por um aumento da volatilidade e da redução dos valores transacionados em mercado regulamentado.

Apesar da subida generalizada dos lucros das empresas cotadas em 2018, as empresas optaram por distribuir menos dividendos aos acionistas.

Segundo a CMVM assistiu-se ao aumento generalizado dos resultados por ação nas maiores sociedades cotadas em Portugal. Esse crescimento foi de 95,2% em 2018, um valor muito superior à variação percentual do índice de preços no consumidor (1,2%). Em consequência, o retorno do capital próprio investido aumentou 2,76 p.p.. Entre as empresas que integram o PSI 20, as que obtiveram lucros conheceram um aumento dos resultados de 2,0%, pelo que o crescimento agregado dos resultados por ação do conjunto das empresas de maior dimensão e liquidez é explicado quase na totalidade pela diminuição dos prejuízos nas empresas que registaram perdas.

As estimativas dos resultados por ação a um e a três anos reportadas pelos analistas financeiros para as empresas do PSI 20 sugerem um crescimento anual deste indicador de 1,2% e de 4,0%, respetivamente, percentagens bastante inferiores às projetadas para as empresas norte-americanos e europeias.

Já o price-to-book ratio (PBR) das empresas do PSI 20 era de 137% no final de 2018, o que traduz um decréscimo de 1,1 p.p. face ao período homólogo (0,6 p.p. abaixo da média dos últimos dez anos). Este é um rácio financeiro usado para comparar o preço de mercado atual de uma empresa com seu valor contabilístico.

Os principais índices internacionais analisados também conheceram reduções deste indicador, em geral mais pronunciadas que a verificada para o PSI 20.

A CMVM destaca que o crescimento económico mundial manteve-se robusto, embora tenham surgido alguns sinais de desaceleração na segunda metade do ano. Esse abrandamento foi particularmente notório na Zona Euro, na China, no Japão e em algumas economias emergentes.

Os principais índices acionistas internacionais apresentaram uma desvalorização acentuada, refletindo uma degradação do sentimento dos mercados financeiros e uma deterioração das condições financeiras. A incerteza ao nível das políticas comerciais das maiores economias mundiais, da política monetária mais restritiva (em particular nos EUA) e preocupações com a situação económica da China originaram alguns episódios de turbulência nos mercados financeiros, em particular no último trimestre de 2018.

O relatório refere que a gradual redução das yields dos títulos de dívida pública portuguesa e a melhoria da notação de risco de crédito da República pelas agências de rating, foram seguidas de um aumento da negociação.

A volatilidade no mercado obrigacionista permaneceu historicamente baixa, diz a CMVM.

No que se refere ao total de ativos sob gestão, quer a nível individual, quer a nível da gestão coletiva, destaque para o facto de esse total de ativos representar 42,7% do PIB português no fimd e 2018. O que compara com o máximo histórico de 61% atingido em 30 de junho de 2007.

Os montantes geridos através da gestão coletiva caíram 5,3%

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