SIBS continua à procura de parceiro minoritário, mas “sem pressas”, diz Vítor Bento

A empresa detentora da rede Multibanco anunciou a intenção de vender uma participação minoritária no ano passado. O ‘chairman’ da empresa adianta que está em curso uma consulta de mercado, mas não há necessidade urgente de concluir a operação. O objetivo é ajudar a expansão internacional.

A SIBS, detida de forma cooperativa pelos bancos portugueses, continua a querer vender uma posição minoritária e já tem um curso uma consulta de mercado, mas não tem “pressas” para concluir o processo.

“No essencial, a operação continua a correr”, disse Vítor Bento, presidente do conselho de administração da dona da rede Multibanco, num encontro com jornalistas esta segunda-feira. “Dissemos no ano passado que não havia urgência no processo, que não seria concluído até ao final de 2017 e posso adiantar que continua”.

“Continua ativo, obviamente o próprio processo teve andamentos mais rápidos e lentos ao longo do período, mas continua e está a decorrer uma consulta formal ao mercado”.

A SIBS em junho do ano passado mandatou o Deutsche Bank para procurar um investidor estratégico e na altura Vítor Bento explicou que o modelo de parceria ainda não estava definido.

Esta segunda-feira, o chairman da SIBS sublinhou que a operação tem dois objetivos principais. “Um é o desígnio de continuar no mercado nacional e nomeadamente continuar a servir a base portuguesa para quem a SIBS é um instrumento importante e de eficiência através da partilha de custos e infraestrutura, mas ao mesmo tempo ter a capacidade de expansão e de alargamento da atividade, e é essa parte que vamos ver se há um parceiro que tem a possibilidade de trazer isso, sem sacrificar aquilo que é o essencial da SIBS”, referiu.

A CEO da SIBS, Madalena Cascais Tomé, explicou no mesmo encontro que após ter comprado a operadora polaca Paytel em junho, a SIBS continua atenta a oportunidades de aquisição na Europa. A estratégia faz parte do plano de crescimento da detentora da rede Multibanco, que quer aumentar as receitas em 25% para 200 milhões de euros em cinco anos.

Vítor Bento adiantou que a consulta ao mercado foi dirigida apenas a parceiros industriais que estão ativos no setor dos pagamentos e que estão excluídos investidores financeiros.

Em termos de timing, frisou que “não temos pressas nem urgências, portanto o processo segue a sua normalidade”.

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