Wall Street fecha em baixa dada a persistência da tensão entre EUA e China

Depois de uma queda brusca do mercado, na segunda-feira, desencadeada pelo anúncio de represálias chinesas aos novos direitos alfandegários impostos pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, “os investidores pareciam um pouco mais otimistas”, dizem analistas citados pela Lusa.

Brendan McDermid/Reuters

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa uma sessão de altos e baixos, com a persistência de tensões comerciais sino-norte-americanas a predominar sobre elementos positivos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,38%, para os 25.764,00 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq recuou 1,04%, para os 7.816,28.

Da mesma forma, o alargado S&P500 desvalorizou 0,58%, para as 2.859,53 unidades.

“Isto torna-se um hábito, mas infelizmente o elemento motor desta descida continua ligado às discussões comerciais entre a China e os EUA”, observou Art Hogan, da sociedade de investimento National.

Depois de uma queda brusca do mercado, na segunda-feira, desencadeada pelo anúncio de represálias chinesas aos novos direitos alfandegários impostos pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, “os investidores pareciam um pouco mais otimistas”, recordou.

“O tom subiu, mas a porta continua aparentemente aberta”, referiu Art Hogan.

Hoje, contudo, várias informações de imprensa evocando um posicionamento mais combativo de Pequim, mesmo o fim completo das negociações, assombraram esta perspetiva.

“Temos a impressão de que a porta está em vias de se reabrir, verdadeiramente”, considerou Hogan.

No conjunto da semana, o Dow Jones cedeu 0,7%, o Nasdaq desvalorizou 1,3% e o S&P500 recuou 0,8%.

Os índices recuperaram durante a sessão depois da publicação de um inquérito da Universidade do Michigan, mostrando uma subida da confiança dos consumidores norte-americanos para o seu nível mais alto desde 2004.

Este número sobre o consumo dos particulares, principal motor do crescimento da economia dos EUA, “apoia a ideia de que os EUA estão em posição adequada para enfrentar as pressões externas”, estimou Patrick O’Hare, de Briefing.

O anúncio, feito durante a sessão por Washington, da supressão das tarifas alfandegárias sobre o aço e o alumínio provenientes do Canadá e do México, impostas desde há mais de um ano, não bastou para revigorar suficientemente os investidores. Mas esta decisão elimina um importante obstáculo à ratificação do acordo de comercio livre entre os três Estados, como também a oficialização esperada do adiamento da aplicação de tarifas alfandegárias sobre as importações automóveis, particularmente receadas pelos construtores europeus.

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