Em 2022, o rácio de endividamento dos particulares registou uma ligeira redução, permanecendo abaixo da média da área do euro, enquanto a taxa de poupança se reduziu para o seu mínimo histórico, conclui o Banco de Portugal no “Relatório de Acompanhamento da Recomendação macroprudencial sobre novos créditos a consumidores”.
O rácio de endividamento dos particulares, em percentagem do rendimento disponível, reduziu de 96,9%, no final de 2021, para 96,4%, no terceiro trimestre de 2022.
Já a taxa de poupança dos particulares, em percentagem do rendimento disponível, tem vindo a reduzir-se desde o segundo trimestre de 2021, sendo que, mais recentemente, se reduziu de 6,6%, no segundo trimestre para 4,7% no terceiro trimestre do ano passado. Este nível historicamente baixo da taxa de poupança é muito inferior ao valor observado para a área do euro, e reflete a elevada inflação, não acompanhada pelo rendimento nominal, e o aumento dos encargos com a dívida ocorridos em 2022.
“Uma baixa taxa de poupança reduz a capacidade de os mutuários enfrentarem choques negativos de rendimento e conseguirem fazer face aos seus encargos com a dívida”, constata o Banco de Portugal.
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