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Europa investe em biometano para substituir gás russo

Segundo dados da Gas Infrastucture Europe, a produção de biometano teve um crescimento notável na última década, sendo que a tendência se mantém, com um aumento de quase 30% no número de usinas em apenas um ano.
22 Maio 2023, 17h01

A produção de biometano está a crescer na Europa, com o objetivo de se tornar numa alternativa ao uso do gás russo. Segundo dados da Gas Infrastucture Europe, a produção de biometano teve um crescimento notável na última década, sendo que a tendência mantém-se, com um aumento de quase 30% no número de usinas em apenas um ano.

Ao jornal “El Economista”, Harmen Dekker, CEO da European Biogas Association, afirma que este “é um sinal claro dos esforços do sector para aumentar e atingir rapidamente a meta de 35 bcm (mil milhões de metros cúbicos) em 2030 proposta pela Comissão Europeia no plano REPowerEU”.

A Europa pretende atingir um total de 1.322 instalações de produção de biometano em 2023, o que significa a construção de 299 novas fábricas. Sendo que o número de fábricas na Europa aumentou consideravelmente, de 483 fábricas em 2018 atingiu as 1.023 em 2021.

Atualmente a Europa já produz mais de 3,5 bcm de biometano, o que representa um aumento da taxa de produção de 20% em 2021. Para além disto, 75% das usinas atuais já estão conectadas a redes de transporte ou distribuição.

Em 2021 os maiores produtores de biometano foram a Alemanha, com uma produção de 12.753 GWh (gigawatts por hora), seguindo-se o Reino Unido, com 6.183 GWh, a Dinamarca com 5.683 GWh, a França com 4.337 GWh, a Holanda com 2.374 GWh e a Itália com 2.246 GWh.


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