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EUA. Inflação deve voltar a subir em agosto pela segunda vez seguida e Fed está atenta

O banco central norte-americano tem reforçado o compromisso com a baixa da inflação, garantindo que tudo fará para retornar a valores mais próximos do objetivo de 2%. Agosto deve trazer nova subida do indicador, pressionado por efeitos base e pelo disparo dos combustíveis.
9 – Los Angeles, Estados Unidos
13 Setembro 2023, 11h20

Os EUA divulgam esta quarta-feira os números da inflação em agosto, sendo expectável nova subida em termos homólogos, a segunda consecutiva. Começam a verificar-se efeitos base consideráveis em relação a igual período do ano passado e os combustíveis voltaram a acelerar, renovando a pressão sobre a Reserva Federal, que reúne na próxima semana.

Depois de ter subida de 3% para 3,2% em julho, o indicador de preços deve voltar a acelerar em agosto. O mercado projeta 3,6%, com a componente energética a voltar a assumir o papel mais preponderante na pressão nos preços da maior economia mundial. Do lado dos serviços deve continuar a verificar-se o recuo das últimas leituras, embora insuficiente para trazer o valor nominal para baixo.

As cotações internacionais do petróleo e gás natural voltaram a subir nas últimas semanas, um fenómeno com repercussões imediatas nos preços praticados nas bombas de abastecimento norte-americanas. Os combustíveis têm encarecido, contribuindo decisivamente para a expectativa de uma leitura em cadeia de 0,6%, a mais alta em mais de um ano.

Por outro lado, a pressão do lado dos serviços continua a abrandar, ajudando ao recuo esperado da inflação subjacente. Confirmando-se a leitura de 4,3% projetada pelo mercado, será o valor mais baixo desde setembro de 2021, isto depois da queda para 4,7% em julho, à custa sobretudo de alívios do lado do alojamento.

Apesar de ambos os indicadores continuarem bastante acima do objetivo de 2% da Fed, as descidas em relação aos picos do fenómeno inflacionista são óbvias. No indicador nominal, os 10,6% de outubro caíram para quase um terço, enquanto no indicador core o máximo de 6,6% em setembro tem demorado mais a descer.

Para a Fed, nova subida da inflação deve obrigar a mais subidas dos juros, dado o compromisso explícito do banco central com a retoma de valores mais condizentes com o objetivo de médio-prazo de 2%. O mercado atribui 90% de probabilidade a nova pausa em setembro, mas para novembro apenas 59% acredita em nova reunião sem alterações – com 38% apostado em nova subida de 25 pontos e 2% perspetivando nova subida mais expressiva de 50 pontos.

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