A Iniciativa Liberal referiu, esta sexta-feira, que desde o começo da legislatura o partido tinha dito que o ministro não tinha condições para governar, depois do Expresso ter noticiado que Cravinho foi acusado por um membro da rede de corrupção do seu antigo ministério, de ter “acertado contas” com Marco Capitão Ferreira através de um contrato alegadamente fabricado.
João Gomes Cravinho repudia “veemente” que esteja implicado em caso de corrupção
“A Iniciativa Liberal disse desde o início da legislatura que João Gomes Cravinho não tinha condições para estar neste elenco governativo”, disse o líder do grupo parlamentar Rodrigo Saraiva.
A IL refere que “cada dia que passa e por cada situação que vai sendo descoberta relativamente aos tempos em que tutelou o Ministério da Defesa fica mais evidente que não tinha e não tem condições para as funções que desempenha”.
“O responsável político, contudo, tem um nome: António Costa, que insistiu em mantê-lo no actual Governo”, vincaram os liberais.
Um dos acusados pelos crimes de corrupção e branqueamento na operação Tempestade Perfeita, Paulo Branco implicou o ministro João Gomes Cravinho no caso da assessoria-relâmpago no sentido de pagar 50 mil euros a Marco Capitão Ferreira, avançou o “Expresso”.
De acordo com o depoimento de Paulo Branco, que já foi o responsável financeiro da Direção-Geral de Recursos de Defesa Nacional (DGRDN), o então ministro da Defesa “tinha concordado” ou “pedido” para se fazer um contrato de assessoria com Capitão Ferreira.
Por sua vez, o ministro João Gomes Cravinho repudiou “de forma veementemente e inequívoca a sugestão feita na manchete do jornal Expresso, baseado aliás em informações pouco credíveis, como fica claro pela leitura do respetivo artigo”.
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