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Atividade económica cai em setembro. Índice de preços na produção industrial negativo pelo 6.º mês

O gabinete de estatísticas destaca, na Síntese Económica de Conjuntura publicado esta quinta-feira, que “o agrupamento de Energia continuou a ser decisivo para a redução” do índice de preços na produção.
19 Outubro 2023, 12h22

O índice de preços na produção apresentou uma taxa negativa pelo sexto mês consecutivo, recuando 5,2% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, impactado, sobretudo, pelo sector da energia, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O gabinete de estatísticas destaca, na ‘Síntese Económica de Conjuntura’ publicado esta quinta-feira, que “o agrupamento de Energia continuou a ser decisivo para a redução do índice total, com taxas de -25,6%, -20,0% e -15,6% entre julho e setembro”.

“Excluindo a componente energética, este índice registou uma variação homóloga de -1,8% no último mês (-0,6% em agosto). O índice relativo aos bens de consumo registou um crescimento homólogo de 3,8% (5,6% no mês anterior), prolongando o perfil de desaceleração iniciado em dezembro, após ter atingido em novembro a taxa mais elevada da série (16,2%)”, detalhou o INE.

Quanto ao Índice de Preços no Consumidor (IPC), o INE recorda a taxa de 3,6% registada em agosto”inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior. A variação homóloga do agregado relativo aos produtos energéticos fixou-se em -4,1% (-6,5% no mês precedente) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou para 6,0% (variação de 6,4% em agosto)”.

No que diz respeito à vertente externa, em agosto, “os preços implícitos das exportações e das importações de bens, em agosto, registaram variações de -6,0% nas exportações e -14,2% nas importações, respetivamente (-4,2% e -9,1% em julho), refletindo sobretudo o ajustamento dos preços do petróleo e gás natural. Com efeito, excluindo Combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações diminuíram 1,2% e 4,1%, respetivamente (-0,3% e -3,4%, pela mesma ordem, em julho)”.

O INE destaca ainda que “os indicadores de curto prazo relativos à atividade económica na perspetiva da produção, disponíveis para
agosto, apontam, em termos homólogos, para uma desaceleração em volume da construção e nominal dos serviços e para diminuições na indústria”.

O indicador de atividade económica diminuiu em agosto na perspetiva da despesa, “tendo os indicadores de consumo privado e de investimento desacelerado. Por sua vez, o indicador de clima económico, que sintetiza as questões relativas aos inquéritos qualitativos às empresas, diminuiu entre julho e setembro, após ter estabilizado no mês precedente”.


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