O presidente do PS, Carlos César considerou que a gestão das contas públicas foi “extraordinariamente positiva”. No entanto, uma das figuras mais importantes do partido considerou que o excedente poderia ter sido usado para “resolver mais algumas pendências”, em vez de deixar essa resolução nas mãos do próximo governo da Aliança Democrática.
Ao Observador, Carlos César frisou o “orgulho” que tem na governação de António Costa, um “excecional primeiro-ministro”.
“Primeiro, estou muito orgulhoso do legado e dos resultados da governação de António Costa, que foi um excecional primeiro-ministro; segundo, o meu reparo foi apenas uma constatação de uma evidência, a de que mantendo a marca extraordinariamente positiva da gestão das contas públicas poderíamos ter resolvido mais algumas pendências com um excedente significativo mas menor”, sublinhou.
E acrescentou: “Seja como for, saímos do Governo de cabeça erguida e com a certeza que o país beneficiou da nossa ação. E isso conforta-me com este período histórico”.
O Estado registou em 2023 um excedente orçamental de 1,2% do PIB, superando as previsões do Governo à boleia de receitas bastante mais elevadas do que o previsto. É o excedente mais alto na história democrática do país. Por outro lado, a dívida pública caiu mais do que inicialmente orçamentado, mas para um valor mais alto do que apontara o Governo no final do ano passado.
O saldo orçamental do país chegou a 3.194 milhões de euros, invertendo o ligeiro défice com que fechou o ano anterior. O saldo positivo já era expectável, estando previsto na proposta de Orçamento do Estado para aquele ano, mas acabou por ficar bastante acima do projetado.
É o maior superavit na história democrática nacional, superando o saldo positivo de 0,1% do PIB conseguido nos tempos de Mário Centeno como ministro das Finanças.
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