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Moedas escreve a Marcelo e Montenegro para pedir meios para travar aumento de sem-abrigo

Autarca de Lisboa defende que o município não consegue fazer tudo sozinho, e desafiou outros municípios a juntarem-se nas ajudas a sem-abrigos, além de várias entidades. Cartas a Marcelo e Montenegro sem resposta, para já.
20 Maio 2024, 11h14

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa enviou duas cartas ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, onde pediu urgência em relação à situação dos sem-abrigo na capital. Segundo noticia a “CNN Portugal”, Carlos Moedas quer melhor articulação das autarquias da Área Metropolitana com a Segurança Social, Santa Casa, Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e o Serviço Nacional de Saúde.

Nas missivas, Moedas pede “mais oportunidades de financiamento” para criar respostas, através do Portugal 2030 e um “maior compromisso da Segurança Social nas soluções de alojamento em apartamentos partilhados e no modelo Housing First”. O autarca lisboeta pede ainda políticas de imigração “mais ágeis e efetivas”, onde apela a soluções de acolhimento temporário, indicando que as respostas do SNS para pessoas com problemas de saúde mental também é uma preocupação.

O presidente da autarquia da capital lembrou que a população sem-abrigo “incide de forma desproporcional” em Lisboa, o que coloca “pressão ao nível das respostas de acolhimento”. Atualmente, Lisboa concentra 85% das vagas de alojamento da AML, um valor que corresponde a 57% de todas as vagas existentes no país.

Os últimos dados, datados de 2022, indicam que Lisboa concentra “mais de metade” das pessoas que pernoitam na rua durante a noite em todo o país. Moedas indica que a situação se tem vindo a agravar nos últimos dois anos devido ao “aumento exponencial” de migrantes, com muitos em situação irregular e sem documentação.

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