Em resposta à Lusa, “após levantamento do histórico”, a empresa que gere os elevadores e ascensores de Lisboa, tutelada pela câmara municipal, refere que “foi possível apurar” que a CIAG (Comissão de Investigação de Acidentes Graves) não elaborou um relatório a propósito do incidente com um equipamento que saiu dos carris em 7 de maio.
Porém, o incidente ficou registado, como o comprovam os três documentos que a Carris enviou à Lusa — informações e diligências, registo de acidente/incidente e ficha de ocorrência –, todos com data de 7 de maio de 2018.
O anterior executivo da Câmara Municipal de Lisboa foi informado do descarrilamento de 2018 no elevador da Glória, bem como da decisão da Carris de responder com a suspensão do equipamento e a antecipação da manutenção geral.
“A Carris na altura informou-nos que tinha existido um descarrilamento, mas não se tinha registado nenhum incidente com os passageiros e que tinha decidido, como já estava programada uma grande manutenção para esse ano, suspender o elevador e antecipar essa operação”, disse à Lusa o vereador com a tutela da Carris e dos transportes no executivo liderado pelo socialista Fernando Medina, em funções na altura.
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