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Embaixador dos EUA quer Portugal fora de parceria económica com a China

Embaixador norte-americano acredita que a relação entre Lisboa e Washington vai “prosperar” com o fim da parceria económica com Pequim. John Arrigo também quer que Portugal invista nos F-35.
23 Fevereiro 2026, 17h09

O embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Lisboa defende que Portugal deve acabar com uma parceria económica que mantém com a China: a nova Rota da Seda, conhecida por “Uma faixa, uma Rota” (Belt and Road Iniciative).

Em 2018, Portugal assinou um memorando de entendimento com a China na nova Rota da Seda uma iniciativa de diplomacia económica lançada pelo presidente Xi Jinping em 2013 para fomentar as relações comerciais de Pequim com o mundo.

Na altura, o Governo de António Costa optou por não aderir à iniciativa, limitando-se a assinar um memorando de entendimento.

Mesmo assim, para o Governo de Donald Trump, Lisboa deve deixar de vez esta iniciativa para que a relação entre Lisboa e Washington possa “prosperar”.

“Itália acabou de sair e não sofreram. Percebemos a história com Macau… mas achamos que somos o melhor parceiro, deviam libertar-se disso”, disse o embaixador norte-americano em entrevista à “CNN Portugal”. Itália saiu da iniciativa em 2023 quando expirou o memorando de entendimento.

“Não pedimos muita coisa, mas penso que a nossa parceria vai prosperar quando saírem da iniciativa”, segundo John Arrigo.

O acordo visa fomentar a cooperação em diversos setores, incluindo transporte aéreo, terrestre e marítimo, logística e infraestrutura portuária, energia, mobilidade e conectividade, comércio e investimento, cooperação financeira. Foi assinado em dezembro de 2018 durante uma visita do presidente chinês a Lisboa.

Em dezembro de 2018, António Costa congratulou-se com a assinatura do acordo. “Subimos mais uns degraus na nossa relação. A relação entre Portugal e a China não é só uma excelente relação bilateral, de Governo para Governo, mas no conjunto da sociedade portuguesa”.

“No quadro bilateral e da União Europeia, somos sempre um garante da relação de confiança com a República Popular da China”, disse então o primeiro-ministro citado pela “RTP”.

Na entrevista, o embaixador defendeu que o país deve comprar caças F-35 norte-americanos para substituir os F-16 da Força Aérea.

“Neste momento, têm uma frota de F-16 envelhecida, têm de modernizar a frota. O F-35 seria o ideal, é o melhor caça, de quinta geração” que vai permitir jogar na “Liga dos Campeões” na Europa. “É definitivamente a melhor opção”, afirmou John Arrigo.

Destacou também as várias empresas portuguesas que investem nos EUA, como a EDP, Intraplás, TMG ou a Sword Health. “Tomaram uma decisão fantástica [investir nos EUA] e os seus negócios estão a prosperar”.

Sobre o investimento chinês em Portugal, disse: “não queremos afastar a China, mas queremos reduzir o risco. A China é uma superpotência, tem uma história Portugal. Se queremos garantir que temos cibersegurança e controlo de investimentos (…) Achamos que somos o melhor parceiro, mas queremos condições equitativas com qualquer concorrente (…) condições de plena concorrência”.

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