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Mota-Engil planeia atingir os 9 mil milhões em volume de negócios até 2030

Este valor faz parte do plano de investimento estratégico da construtora para os próximos quatro anos e representa quase um duplicar do atual volume de 5,3 mil milhões de euros. “Estamos a investir no futuro, em diferentes projetos e mercados, que nos vão permitir crescer e ser cada vez mais competitivos nos mercados onde já estamos presentes”, afirmou o CEO, Carlos Mota Santos.
Mota-Engil
11 Março 2026, 10h29

A construtora Mota-Engil tem o plano ambicioso de atingir os 9 mil milhões de euros em volume de negócios até 2030. Esta é uma das metas traçadas pela construtora que apresentou esta quarta-feira, no seu ‘Capital Markets Day’, a estratégia para o período 2026-2030. Este valor representa quase um duplicar dos atuais 5,3 mil milhões de euros do grupo liderado por Carlos Mota Santos e um crescimento anual de 10%.

Entre outras metas para os próximos quatro anos está um investimento líquido de 500 milhões de euros e um aumento de 18% no rácio de solvabilidade, com um pagamento dos lucros aos acionistas de entre 30% a 50%. “Estamos a investir no futuro, em diferentes projetos e mercados, que nos vão permitir crescer e ser cada vez mais competitivos nos mercados onde já estamos presentes”, afirmou o CEO, Carlos Mota Santos.

Recorde-se que em 2025, a Mota-Engil registou um resultado líquido de 133 milhões de euros, uma subida de 9% face ao ano anterior e o valor mais elevado da história do Grupo. O foco na eficiência operacional permitiu alcançar um EBITDA recorde de 979 milhões de euros.

Todo este processo vai ser alavancado em três pilares estratégicos: crescimento, diversificação e disciplina financeira. No que diz respeito ao crescimento o objetivo passa por uma participação seletiva em concursos para projetos atrativos, aprofundar parcerias locais nos mercados core e manter elevada rentabilidade.

No caso da diversificação estará assente na captura da próxima vaga de crescimento nas plataformas sinérgicas, alocação disciplinada de capital alinhada com o fit estratégico e capturar oportunidades de cross – selling e ganhos de eficiência através da integração operacional.

Por sua vez, a disciplina financeira estará assente na geração de caixa e na resiliência da liquidez, reforço do capital próprio através de gestão disciplinada da dívida e de parcerias estratégica e na remuneração atrativa aos acionistas

“Hoje é um inicio de um novo ciclo que se prolongará até 2046, quando atingirmos os 100 anos de história”, afirmou o CEO.

No mercado externo, a construtora tem como objetivo a procura de infraestruturas de longo prazo na Europa, África e América Latina, com cerca de 180 mil milhões de euros de investimento em construção previsto até 2030. Regiões que em conjunto têm um PIB de 41 triliões de dólares e crescimento projetado até 2030 para 50 triliões de dólares.

A operação em África afirmou-se no último ano como o motor do Grupo, com a faturação a subir 22% para os 2.129 milhões de euros, impulsionada pelo segmento de Engenharia Industrial, onde a Mota-Engil já se posiciona como um dos cinco maiores operadores mundiais de contract mining.

No que respeita à atividade comercial, a empresa alcançou um novo máximo histórico na sua carteira de encomendas, que ascende agora a 16,2 mil milhões de euros. Este valor — que ainda não inclui projetos recentes como o túnel Santos-Guarujá no Brasil — está concentrado em 72% nos mercados core (México, Angola, Portugal e Nigéria).

A questão da mão-de-obra é por isso fundamental para alavancar estes projetos, e como tal a Mota-Engil pretende reforçar a sua capacidade de atrair e reter talento crítico, com uma taxa de
rotatividade voluntária abaixo do 10%.

A componente tecnológica será também alvo de uma forte aposta da Mota-Engil, que pretende maximizar os valor dos investimentos digitais , com 80% dos projetos EPC (Engenharia, Suprimentos e Construção) com 100 milhões de um plano de execução em BIM (Building Information Modeling).


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