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BCP mantém liderança de Miguel Maya (CEO) e Nuno Amado (Chairman) para o quadriénio 2026-2029

Madalena Tomé (ex-SIBS), Isabel Gil, Carla Bambulo, Maria João Almeida e Patrícia Lopes Viana, são as novas mulheres do board do BCP. Os administradores Rui Teixeira (retalho) e José Silva Pessanha (risco) estão de saída.
O presidente executivo do Millennium BCP, Miguel Maya, durante a conferência de imprensa para apresentação de resultados do 1.º semestre de 2025, em Porto Salvo, Oeiras, 30 de julho de 2025. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
14 Abril 2026, 19h24

O Banco Comercial Português (BCP) vai propor à Assembleia Geral Anual, marcada para 7 de maio de 2026, a reeleição da quase totalidade dos atuais membros do Conselho de Administração (CA) e da Comissão de Auditoria (CAUD) para o mandato 2026-2029. Há apenas duas substituições na Comissão Executiva. Os administradores Rui Teixeira (com o pelouro do retalho) e José Silva Pessanha (com o pelouro do risco) saem e vão ser substituídos por António Pinto Júnior (que vem do banco polaco do BCP) e Miguel Manso (até agora diretor de risco do banco).

A proposta prevê a eleição dos membros para o Conselho de Administração, nomeadamente Nuno Amado – Presidente do Conselho de Administração; Jorge Magalhães Correia como 1.º Vice-Presidente; Valter Rui Dias de Barros – 2.º Vice-Presidente; Miguel Maya 3.º Vice-Presidente e Presidente da Comissão Executiva (CEO).

Integram ainda o Conselho de Administração, João Nuno Palma, Miguel de Bragança, Maria José Campos, José Pedro Ferreira Malaquias, Luís Miguel Manso, Maria João Gonçalves de Almeida, Madalena Cascais Tomé, Carla Bambulo, Patrícia Couto Viana, Vincent Tao Li e António Ferreira Pinto Júnior, mantendo-se a estrutura atual de executivos e não executivos.

Portanto há cinco mulheres de saída: Altina Villamarin, Ana Paula Gray, Cidália Lopes, Esmeralda Dourado e Lingjiang Xu que serão substituídas por outras cinco: Madalena Tomé (ex-SIBS), Isabel Gil, Carla Bambulo, Maria João Almeida e Patrícia Lopes Viana.

A Assembleia Geral de 7 de maio de 2026 será decisiva para a aprovação final destas composições, que, segundo o BCP, garantem a estabilidade da governação do maior banco privado português nos próximos quatro anos.

O BCP leva também à AG a renúncia da administradora não executiva Lingjiang XU e a cooptação, em sua substituição, de Vincent Tao Li, depois da decisão de não oposição do Banco Central Europeu.

Para a Comissão de Auditoria o BCP propõe Patrícia Couto Viana (Presidente); Carla Bambulo; Fernando da Costa Lima; e Valter Rui Dias de Barros.

“A eleição fica condicionada à não oposição do Banco Central Europeu no âmbito do processo de avaliação da adequação e idoneidade (fit & proper) individual e coletiva, já submetido ao supervisor europeu”, diz o BCP.

O banco acrescenta que a Comissão de Nomeações e Remunerações do banco emitiu parecer favorável à composição proposta, “destacando a competência coletiva do órgão”.

Para o Conselho de Remunerações e Previdência, a proposta passa pela reeleição de José Almaça (Presidente); Jorge Magalhães Correia (Vogal)  e Valter Rui Dias de Barros  (Vogal).

A José Almaça, por não ser membro do Conselho de Administração, é proposta uma remuneração anual de 50.000 euros, diz o banco.

Sem surpresas as propostas revelam uma clara intenção de continuidade da liderança atual. Nuno Amado lidera o Conselho de Administração desde 2018, Miguel Maya é CEO desde a mesma data e a maioria dos nomes propostos já integra os órgãos sociais.

A convocatória inclue os curriculos dos candidatos, declarações de idoneidade e o relatório da Comissão de Nomeações e Remunerações sobre a avaliação coletiva, documentos que estarão disponíveis aos acionistas.

As propostas constam dos documentos relativos aos pontos 9 e 10 da ordem de trabalhos, apresentados pelos acionistas com participações qualificadas Chiado (Luxembourg) – Fosun – e Sonangol – Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola.


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