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Centro de investigação da banana avança e vai custar 1,5 milhões

A concluir até meados do próximo ano, o projeto da Gesba visa aumentar a qualidade e a produção, reposicionando o produto no mercado nacional.
4 Agosto 2017, 06h50

Está para breve o lançamento do concurso que vai viabilizar a construção do Centro de Investigação e Experimentação da banana. A publicação no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira (JORAM) deve acontecer nas próximas semanas.

O investimento da Gesba – Empresa de Gestão da Banana, no Lugar de Baixo, Ponta do Sol, ronda os 1,5 milhões de euros e visa aumentar a competitividade do setor, subir a exportação de banana atualmente situada nas 17 mil toneladas e incrementar a qualidade da produção regional.

“O objetivo deste projeto inovador na Região é, em primeiro lugar, melhorar as técnicas de produção, o acompanhamento do produtor e estar na linha da frente da investigação”, explicou, ao Económico Madeira, Jorge Dias, gerente da Gesba.

A partir de meados do próximo ano, com a inauguração do centro de investigação, a GESBA – empresa responsável pela receção, processamento e comercialização da banana da Madeira – passa a gerir todo o setor que se quer, diz Jorge Dias, “ainda mais profissionalizado”.

A Região produziu entre Janeiro e Julho passado 20 mil e 300 toneladas de banana, o equivalente a 10% do consumo em território continental. A expetativa é fechar o ano com mais 800 toneladas produzidas.

Posteriormente, com a entrada em funcionamento do centro no Lugar de Baixo, a Gesba prevê atingir os 12% de quota no mercado continental que absorve 85% da produção de banana regional.

“Ao profissionalizarmos mais o setor, vamos incrementar a qualidade da banana e, em consequência, a exportação”, refere Artur Lima. A boa notícia, garante o gerente da Gesba, é que o investimento tem também subjacente um aumento do rendimento dos 2800 produtores no mercado.

O Centro de Investigação e Experimentação da Banana vai nascer no Lugar de Baixo, num terreno com 14 mil metros quadrados, sendo que 8 mil metros quadrados vão ser ocupados por parcelas de bananal. O projeto contempla ainda duas estufas e um núcleo museológico da banana.

Com quatro departamentos vocacionados para a investigação, qualidade, formação e apoio ao produtor, este centro tem como incumbência desenvolver projetos com vista à melhoria da banana produzida e à erradicação de possíveis doenças como é o caso do ‘mal do Panamá’. Na calha, estão parcerias com outras zonas de produção como Espanha e França. Uma coisa é dada como certa: as caraterísticas da banana, incluindo o tamanho, vão manter-se.

“A identidade da banana da Madeira é para se manter, inclusive o tamanho. Sabemos hoje que tamanhos exagerados não são bem aceites entre os nossos consumidores”, afirma Jorge Dias.

Inovador na Região, é também o método de mecanização a implementar nos bananais da Madeira. O sistema de cabos aéreos vai tentar superar as dificuldades da orografia e permitir aos produtores poupar tempo e esforço humano no transporte da banana.

Para além da vertente de investigação, o Centro de Investigação e Experenciação da Banana quer contribuir para a promoção do produto regional entre os turistas. Jorge Dias dá conta de um forte interesse por parte de quem visita o arquipélago no modo de cultivo da banana. Daí, justifica, a criação de um núcleo museológico que, mediante um preço simbólico, vai permitir aos interessados acompanharem as diferentes fases de produção.

O projeto integra um circuito entre os bananais e a recuperação dos tradicionais muros em pedra e das veredas agrícolas, uma forma, diz o gestor, de contribuir para a manutenção da paisagem típica da ilha nas áreas de cultivo da banana.


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