A Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho ou espaços de coworking entrou hoje na sua segunda fase, tendo em vista o alargamento de 57 municípios para 88.
De acordo com a nota divulgada, esta quarta-feira, pelo Ministério da Modernização do Estado e Administração Pública, o Governo assinou protocolos com 31 câmaras para aumentar o número de municípios com espaços para teletrabalho ou trabalho remoto, sendo que, estes espaços vão também ser alargados aos funcionários públicos que queiram mudar-se para o interior.
Os funcionários públicos que optem por trabalhar no interior do país vão receber um incentivo de 4,77 euros por dia e mais dois dias de férias por ano, ao abrigo de uma portaria publicada na terça-feira em Diário da República.
Estes espaços disponibilizados pelas autarquias, estarão devidamente equipados com computadores, impressoras e acesso à internet, sendo divididos em áreas de diferentes tipologias que contemplam zonas privadas para videochamadas, áreas para reuniões e locais para a realização de apresentações ou ações de formação.
Os trabalhadores interessados, explica a nota, poderão candidatar-se através das modalidades da mobilidade ou do teletrabalho. Só poderão aceder à modalidade de teletrabalho aqueles que o exercício de funções seja compatível com essa forma de trabalho. Os incentivos também podem ser estendidos a todos os funcionários públicos, de todas as carreiras, que se mudem para o interior no âmbito do programa de mobilidade.
Novas regiões abrangidas:
Norte
Baião
Celorico de Basto
Centro
Oleiros
Góis
Penacova
Tábua
Vila Nova de Poiares
Guarda
Sabugal
Pinhel
Sátão
São Pedro do Sul
Alentejo
Odemira
Serpa
Vidigueira
Chamusca
Coruche
Castelo de Vide
Avis
Crato
Elvas
Fronteira
Nisa
Borba
Moura
Gavião
Viana do Alentejo
Castro Verde
Algarve
Lagos
Aljezur
Vila do Bispo
Programa de incentivos ao interior gerou 460 candidaturas
Depois de ter lançado, em agosto, o programa Emprego Interior MAIS, que atribui um apoio inicial de até 4.827 euros para os trabalhadores que decidam mudar-se para os territórios do Interior, o Governo contabilizou 460 candidaturas, relativas a um total de mais de 820 pessoas (incluindo candidatos e respetivos elementos do agregado familiar).
As candidaturas para este programa continuam abertas no IEFP e destinam-se a trabalhadores desempregados ou empregados à procura de novo emprego. Está também abrangida a criação do próprio emprego. A maior parte dos processos apoiados são de pessoas que se mudaram da região de Lisboa para a Região Centro (23% do total) e 28% das candidaturas aprovadas são de pessoas que criaram o seu próprio emprego.
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