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Startup Dioscope une-se a 14 hospitais do SNS para criar assistente médico virtual

A empresa fundada em 2018 pelo médico Tomás Pessoa e Costa pretende levar a sua solução digital (‘chatbot’) a todos os médicos portugueses até ao final deste ano.
12 Fevereiro 2022, 10h54

A startup portuguesa Dioscope, que disponibiliza uma plataforma digital de formação médica e sistemas tecnológicos de auxílio a profissionais de saúde, assinou contratos com 14 hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para instalar o seu chatbot, que funciona como um assistente médico virtual.

A healthtech está em negociações com os principais hospitais públicos e tem como principal objetivo levar esta solução digital – que responde a dúvidas ou esquecimentos como “O que devo perguntar a um doente com dor abdominal? Quais são os sinais de alarme? Como medico esta infeção urinária?” – a todos os médicos portugueses até ao final deste ano.

O sistema de apoio à decisão clínica está adaptado à realidade de cada unidade do SNS – é criado pelos médicos dos próprios hospitais e clínicas – e visa melhorar a eficácia dos serviços hospitalares, prevenir o erro médico e melhorar a articulação entre as várias especialidades, para diminuir a sobrecarga dos médicos e enfermeiros, tal como pretendem a maioria das soluções digitais para este sector.

“A implementação dos sistemas de apoio à decisão clínica nos hospitais e centros de saúde é um passo determinante para melhorarmos o SNS. Em poucas palavras, podemos explicar estes sistemas como um «médico virtual» capaz de comunicar e ajudar os «médicos reais» que estão no serviço de urgência, na linha da frente, melhorando tempos de espera e diminuindo o erro médico”, explica o fundador da Dioscope, Tomás Pessoa e Costa.

Os hospitais públicos com os quais a startup trabalha atualmente são: Egas Moniz, São João, São José, Santa Marta, Curry Cabral, Estefânia, Maternidade Alfredo da Costa, centros hospitalares de Entre Douro e Vouga, do Médio Tejo e Alto Douro e do Oeste, hospitais de Santo André, Pombal, Alcobaça e Leiria.

“Queremos democratizar o acesso à boa decisão médica. Na Dioscope, cada equipa clínica, mesmo sem conhecimentos de informática, pode criar o seu próprio sistema de decisão, adaptado à realidade de cada hospital ou centro de saúde”, completa o médico Francisco Goiana da Silva, ex-diretor de Novos Negócios de Saúde da Sonae, que está na Dioscope a liderar a estratégia de internacionalização e implementação da tecnologia nos serviços públicos.

Fundada em 2018 pelo médico empreendedor Tomás Pessoa e Costa, a empresa dedicava-se inicialmente, em exclusivo, ao negócio da formação médica digital, mas devido à pressão nos hospitais por causa da pandemia decidiu em 2021 apostar no assistente virtual de apoio a urgências hospitalares, desenvolvido em seis meses e chefiado pela médica internista Marta Jonet.

Através de vídeos, casos clínicos e algoritmos clínicos, a Dioscope já ajudou mais de 5 mil médicos em Portugal e no estrangeiro. “Em breve, graças ao fantástico trabalho dos hospitais portugueses, acredito que vamos ver um SNS pioneiro nestes sistemas e demonstrar que consegue evoluir e melhorar em nome do bem-estar dos seus doentes”, admite Francisco Goiana da Silva.


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