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Alberto Núñez Feijóo apontado como sucessor de Pablo Casado no Partido Popular

Alberto Núñez Feijóo, Moreno assinalou que é uma “figura de referência” na liderança do Partido Popular espanhol.
23 Fevereiro 2022, 16h50

A liderança do Partido Popular (PP) de Espanha está em causa e o presidente do partido Pablo Casado já convocou para a próxima terça-feira uma reunião do Conselho Nacional partidário. Segundo o “ABC”, Alberto Núñez Feijóo, presidente da Galiza, é apontado como o possível sucessor de Casado.

A presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno, pediu esta quarta-feira “generosidade” para com os colegas que se afastam e com aqueles que podem chegar a estes momentos de “terrível crise” no PP. Sobre Alberto Núñez Feijóo, Moreno assinalou que é uma “figura de referência” e “uma pessoa muito respeitada não só dentro do partido, mas também na sociedade”.

Por sua vez, o porta-voz do partido Esquerda Republicana da Catalunha no Congresso dos Deputados, Gabriel Rufián, mostrou seu ceticismo de que o possível novo presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, seja moderado ou centrista.

Alberto Núñez Feijóo é apontado como próximo líder do PP depois de ter pedido uma “última decisão” de Casado na segunda-feira, de acordo com o “El País”. “Dei a minha opinião [ao Casado] de forma clara, leal e clara. Ele sabe o que penso e cabe a ele tomar essa última decisão”, assegurou. O “El País” indica também que Feijóo não rejeita liderar o PP.

Pablo Casado despediu-se ontem do Parlamento espanhol na sequência de uma investigação interna ter revelado, na semana passada, que o que o PP estaria a investigar Isabel Díaz Ayuso, que conquistou a governação de Madrid e aproximou-se da maioria absoluta.

Em causa estava um contrato de 1,5 milhões de euros para compra de máscaras relacionado com o irmão de Isabel Díaz Ayuso.

No mesmo dia em que Pablo Casado se despediu do Parlamento espanhol, o secretário-geral do partido, García Egea apresentou a sua demissão como consequência da polémica. “Esta tarde, tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida política: abandonar o cargo”. “Decidimos que é o melhor”, apontou Egea.


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