A fusão entre o conglomerado ítalo-americano Fiat-Chrysler e o grupo francês PSA (Peugeot, Citroën e Opel) deverá receber ‘luz ver’ da Comissão Europeia, de acordo com a Reuters, que cita fontes próximas do processo. Este processo dará origem à Stellantis, que será quarto maior fabricante mundial da indústria automóvel.
A decisão decorre de uma investigação iniciada por Bruxelas em junho deste ano, para averiguar se a fusão não violaria as leis da concorrência em 14 países da União Europeia e também no Reino Unido. Em causa estaria o risco de se criar um oligopólio na produção de veículos comerciais ligeiros (com peso inferior a 3,5 toneladas), tendo em conta que a PSA e a Fiat-Chrysler detém já a fabricante Sevel, uma joint-venture para esse segmento.
Em causa estava a possibilidade da fusão penalizar “significativamente” a concorrência na União Europeia no setor na Bélgica, Croácia, República Checa, França, Grécia, Hungria, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha e Reino Unido.
Para responder às preocupações de Bruxelas, quer a a Fiat quer a PSA fizeram concessões aos reguladores. A Reuters acrescenta que a PSA ofereceu-se, no final de setembro, para ajudar a Toyota no segmento de utilitários.
Assim, Bruxelas deverá até ao final do ano permitir a criação da Stellantis. A fusão entre a Fiat-Chrysler e a PSA está avaliada em 38 mil milhões de dólares (32,16 mil milhões de euros), tendo em conta que as vendas estimadas do novo grupo ascendem às 8,7 milhões de unidades por ano – à frente só mesmo o grupo Volkswagen, a Toyota e a aliança automóvel Renault-Nissan-Mitsubishi.
Após o ‘O.K’ da União Europeia, a fusão entre a Fiat-Chrysler e a PSA deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2021.
Foi no dia 31 de outubro de 2019 que o conglomerado ítalo-americano Fiat-Chrylers e o grupo francês PSA anunciaram que se iam fundir em partes iguais e criar a Stellantis, com sinergias estimadas em 3,7 mil milhões de euros por ano.
A Stellantis terá uma capitalização de cerca de 45.000 milhões de euros. A Fiat-Chrysler a e PSA também esperam que o novo grupo automóvel consiga cortar nos custos operacionais em 5 mil milhões de euros. A poupança permitiria que nenhuma fábrica de ambos os grupos fosse encerrada.
O atual presidente executivo da PSA, o português Carlos Tavares, foi o escolhido para liderar, preservando o atual cargo, o grupo resultante da fusão durante cinco anos, pelo menos. Já o presidente da Fiat, John Elkan, será presidente do conselho de administração da Stellantis.
O novo grupo vai controlar as marcas Fiat, Jeep, Dodge, Ram, Maserati, Peugeot, Opel e DS e Citroën.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com