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Funchal Vidro paga salário médio entre 800 e 900 euros e bónus de produtividade mas “há muitas pessoas que não querem trabalhar”

O responsável pela Funchal Vidro diz que a empresa paga “acima da média” do sector que diz situar-se entre os 780 e 800 euros. A razão para muitas pessoas não quererem trabalhar? “Penso que há muitos rendimentos mínimos”, disse Bruno Abreu.
27 Fevereiro 2023, 10h30

O responsável pela empresa Funchal Vidro, Bruno Abreu, afirma que a empresa paga um salário médio entre os 800 e os 900 euros euros mensais, a que acresce um bónus de produtividade, estando “acima da tabela” do sector. Contudo, fica um lamento do empresário: “Há muitas pessoas que não querem trabalhar”.

Bruno Abreu afirmou que a concorrência paga entre os 780 e os 800 euros.

A razão para muitas pessoas não quererem trabalhar? “Penso que há muitos rendimentos mínimos”, afirmou Bruno Abreu, empresário que recebeu a visita do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

“As pessoas queixam-se mas não querem fazer horas. Esse é o grande problema da sociedade”, reforça o responsável pela Funchal Vidro.

Outro desafio, salientou Bruno Abreu, é não existirem “pessoas qualificadas, bons mestres, boas pessoas para trabalhar”.

Bruno Abreu sublinha que os salários “estão sempre a aumentar”, e que um dos grandes problemas que a Funchal Vidro enfrenta “é uma taxa grande de pagamento de IRC.

Custo dos materiais tem aumentado mas deve baixar brevemente

Para além da questão dos recursos humanos a Funchal Vidro tem enfrentado outro desafio. O custo de materiais como vidro e o alumínio, que aumentou devido a fatores como a pandemia da Covid-19 e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

“Foi sempre a subir”, disse Bruno Abreu, relativamente ao vidro e ao alumínio.

Mas agora vem a boa notícia.

“A tendência vai ser de descer. Vamos começar a sentir essa descida”, referiu o responsável pela Funchal Vidro.

“O grande problema foi as taxas energéticas que começaram a implementar por causa do aumento do gás na Europa. A guerra também não veio ajudar muito”, explica Bruno Abreu.

“O vidro que comprávamos a quatro euros passamos a comprar a oito euros e o vidro que comprávamos a oito euros passamos a comprar a 15 euros”, salientou o empresário.

“Às vezes temos de baixar a nossa margem para sermos competitivos. É a lei do mercado”, diz Bruno Abreu.

O empresário salientou que o presidente do Governo da Madeira, que esteve de visita à Funchal Vidro, “faz parte dos nossos”, quando questionado sobre os apoios às empresas.

“Os apoios têm chegado a tempo e horas”, vincou Bruno Abreu, que em seguida acrescentou que o presidente do executivo madeirense “não controla a economia nem controla as taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE)”, outro dos desafios identificados pelo empresário.


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