A Autonomia do PSD/M

Muita “treta” se vendeu na Madeira, nomeadamente, dizer que a Madeira é dos Madeirenses, a Madeira é de alguns Madeirenses e é dessa Autonomia que se orgulham, de terem entregue a Madeira a 4 ou 5 Capitalistas, que pagam os seus trabalhadores a preço de mão de obra barata.

A Autonomia do PSD/M, é a mesma que defende e defendia Jardim, aquela que fala na dignidade do Madeirense, mas que não confere dignidade aos demais.

Uma Autonomia que fomenta ódios e cria um inimigo externo, a maioria das vezes inexistente, mas que aparece sempre por alturas das eleições.

Em política vale tudo, mas também ao abrigo da liberdade de expressão, posso dizer que para mim o Jardinismo, representou pouco mais do que o controle da sociedade Madeirense com discursos bacocos e menosprezo pela dignidade das Pessoas, uma vez que o tal personalismo Social Democrata, o que fomentou foi a entrega da economia Madeirense aos arregimentados do “discurso para Inglês ver”, na afirmação do grande líder  que sempre abusou da sua autoridade e da parca condição ou formação académica a que a Madeira esteve entregue, o mesmo que fez da ilha a seu bel-prazer, o que quis. Foram os mesmos que sempre detestaram a “pseudo esquerda”, porque o Robin Hood não é um herói mas sim um traidor da pátria.

Muita “treta” se vendeu na Madeira, nomeadamente, dizer que a Madeira é dos Madeirenses, a Madeira é de alguns Madeirenses e é dessa Autonomia que se orgulham, de terem entregue a Madeira a 4 ou 5 Capitalistas, que pagam os seus trabalhadores a preço de mão de obra barata.

A Madeira dos hóteis e dos túneis, vendida como um produto de Marketing para reformados que querem fazer umas levadas e dormir num bom Hotel.

A destruição da paisagem e riqueza natural da Madeira a troco de mais umas camas e de encurtar minutos que pouco ou nada diferem para a qualidade de vida dos Madeirenses. Túneis que custaram milhões de euros e servem 4 ou 5 pessoas. Uma via rodoviária pouco pensada para o turismo e exploração da Paisagem Madeirense, projectos falhados, fretes a construtoras, um total abuso de construção a fazer lembrar o planeamento urbanístico medieval; criaram-se dormitórios a que se chamaram novas localidades onde nem um centro existe; e ainda entregaram a chave da porta de entrada e de saída da Ilha aos privados.

O PSD autonómico é o tal do partidarismo fervoroso que oferece empregos aos fiéis súbditos, O PSD, partido único do Regime, que não dá um palmo de liberdade, que impede a ascensão de quem quer que seja, o PSD da política negra, que destrói tudo e todos que possam representar uma afronta ao regime instalado.

Ainda aqui vamos, e eu gostaria muito de saber que ideias existem do lado dos verdadeiros liberais da economia, mas liberais na medida em que controlam a economia. Também conservadores porque não querem perder o status quo.

O vazio ideológico existe em alguma esquerda, não posso negar, aqueles que querem desesperadamente brilhar através da política, a todo o custo. Mas tudo é melhor do que o fascismo a que a Madeira esteve entregue estes anos todos, e ainda anda por aí uma certa aristocracia que não quer que isto mude, ou então que quer controlar a mudança.

A Madeira é de todos e para todos, e é tempo de acabar com os tiques autoritários de quem se acha dono da Ilha.

P.S.

“What Matters Most is How Well You Walk Through the Fire”

Charles Bukowski

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